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Raquel Ralha e Pedro Renato lançam álbum em que recriam canções da adolescência

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Raquel Ralha e Pedro Renato, que trabalharam juntos nos Belle Chase Hotel, entre outros projetos, lançam em Coimbra o álbum “The Devil’s Choice Vol. 1”, no qual recriam as canções que ouviam na adolescência, de Nick Cave a Nina Simone.

O álbum, editado pela Lux Record e que é apresentado no sábado, em Coimbra, durante o festival Lux Interior, junta onze canções que fazem parte das memórias de adolescência de Raquel Ralha (Wraygunn, Belle Chase Hotel, Mancines) e Pedro Renato (Belle Chase Hotel, Mancines), que já trabalham em conjunto há mais de 20 anos.

No álbum, será possível ouvir recriações de Pixies, The Doors, Pink Floyd, Nina Simone, Nick Cave, The Jesus and Mary Chain e Siouxsie & The Banshees, entre outros.

O álbum começou a ganhar forma após um convite de Rui Ferreira, locutor do programa “Cover de Bruxelas”, da Rádio Universidade de Coimbra, para Raquel Ralha e Pedro Renato gravarem três versões.

A ideia entusiasmou Raquel e Pedro que decidiram ir mais longe e fazer um álbum, com a chancela da Lux Records, editora de Rui Ferreira, contou à agência Lusa a vocalista.

“A partir desse programa é que as coisas se puseram a andar. Havia milhentas músicas que queríamos trabalhar e, numa primeira fase, fizemos uma seleção”, explicou. O CD ficou sem espaço para acolher todas as canções e algumas vão aparecer apenas na edição em vinil, cujo alinhamento será diferente.

O próprio título do álbum prevê que o trabalho de recriações não fique por aqui. “Está em aberto”, afirmou Raquel Ralha.

“Muitas foram músicas que, a um ou a outro, foram marcantes – fizeram parte da nossa adolescência e do nosso crescimento musical”, contou.

Os temas das músicas apontam para “um lado mais negro” e esse carácter mais escuro acaba por estar presente em todas as canções escolhidas.

“Fala do diabo, do mal e do bem, desse confronto entre dois polos. A mim, diz-me muito essa dualidade e, na nossa adolescência, isso fazia todo o sentido”, sublinha Raquel Ralha.

Para Pedro Renato, as músicas, não sendo originais, permitem “algum distanciamento”, tornando possível um processo de criação “muito rápido” – a recriação, gravação e edição aconteceu em menos de um ano.

Apesar de recriarem diferentes artistas de diferentes géneros, o disco acaba por ter “alguma continuidade e coerência”. Pedro Renato, apesar de ser “muito virado para a melodia”, inibiu-se nos arranjos melódicos e se focou-se mais na sonoplastia.

“Está um disco mais espacial”, mas também “mais rock” do que aquilo que está habituado a fazer, explicou, frisando que isso não fez com que dispensasse os harmónios, ‘mellotrons’ ou os ‘toy pianos’.

“Fomos à memória, a músicas que já nem me lembrava delas”, salienta, contando que uma das músicas, “Nine Million Rainy Days”, dos The Jesus and Mary Chain, era daquelas que sonhava, enquanto adolescente, fazer um dia uma versão, quando crescesse e tivesse uma banda.

Com o lançamento de The Devil’s Choice, Pedro Renato cumpre esse desejo antigo.

Além do concerto em Coimbra, está também já agendado um espetáculo de lançamento do álbum em Lisboa, no Sabotage, a 25 de novembro.

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