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Rappers acusados de “contrabando de migrantes”  

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Dois ‘rappers’ senegaleses e membros de um movimento de cidadãos foram hoje acusados de “contrabando de migrantes” e conspiração criminosa, com ordem de detenção, anunciaram os seus advogados, adiantando que serão ouvidos na próxima semana para conhecerem a sentença.

De acordo com as mesmas fontes, o juiz de instrução processou Landing Mbessane Seck, conhecido como “Kilifeu”, e Simon Kouka, detido desde a semana passada, bem como um coarguido, por 10 crimes.

Os dois ‘rappers’ “estão sob a ordem de detenção”, disse à agência de notícias AFP Bamba Cissé, um dos advogados.

“Eles vão ser ouvidos na próxima semana sobre a sentença”, disse outro advogado, Abdoulaye Tall, em declarações à rádio senegalesa Futurs Médias.

Landing Mbessane Seck, acusado de ter facilitado, mediante pagamento, a obtenção de vistos, também está a ser processado por “tentativa de falsificação de documentos”. Simon Kouka, que terá alugado o seu passaporte francês, é acusado sobretudo de “cumplicidade no uso de falsificações”.

Em agosto, um vídeo que mostrava Landing Mbessane Seck a receber dinheiro para obter um visto foi publicado num ‘site’ na Internet.

Segundo a imprensa local, o vídeo foi filmado pelo terceiro arguido.

Os dois ‘rappers’ são membros fundadores do movimento “Y’en a marre”, que visa a promoção da cidadania através do incentivo ao voto de cidadãos, campanhas de modernização da classe política e combate à corrupção.

O “Y’en a marre” tem participado de forma ativa na contestação política misturada com a crise económica e social, agravada pela pandemia que abalou o Senegal em março.

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