Desporto

Rali de Portugal. “Estou a adorar as cervejas e as moças do norte são altamente, são lindas”

Notícias de Coimbra | 1 mês atrás em 11-05-2024

Multidão, algum calor, muita cerveja, grupos de bombos e bandeiras de todas as cores no anfiteatro da pista da Costilha, foi assim hoje em Lousada, na superespecial do Rali de Portugal.

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A várias horas da prova, já milhares viaturas ocupavam os acessos à pista situada no centro daquela vila do distrito do Porto, num cenário que se repete ano após ano. Muitos passaram a noite, nas redondezas, em autocaravanas.

Adivinhava-se a ‘invasão’, como se diz em Lousada, e ela aconteceu, de facto, com casa cheia, também de entusiasmo, assistindo às provas que entretinham os espetadores, incluindo motocrosse, todo-o-terreno, clássicos e acrobacias aéreas, até à chegada dos aguardados carros do Mundial de ralis.

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Muitos trouxeram cadeiras, geleiras e petiscos para merendar em grupo, em clima de festa, para as horas que faltavam.

Manuel Dias, de 60 anos, estava na sua segunda vez em Lousada.

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“É um ambiente muito bom. Muita cerveja, muita diversão, muito espetáculo. Primeiro o ambiente, os amigos e depois os carros”, contou à Lusa, apontado para a multidão.

De Almancil, no Algarve, veio outro espetador, de 23 anos, que não se quis identificar, presente pela terceira vez em Lousada para ver o rali.

“Estou a adorar as cervejas e as moças do norte são altamente, são lindas”, gracejou.

Ao lado estava um animado e ruidoso grupo de bombos feminino, com cerca de 20 membros, trajadas a rigor.

“Somos as Bombas de Lousada, é assim que se chama o grupo, porque nós somos umas bombas. Viemos, porque o rali precisava de animação e nós precisávamos de pôr os bombos ao sol e acho que estamos a fazer um bom trabalho”, contou, rindo, Patrícia Silva, de 39 anos.

Também ruidoso era outro grupo de bombos, não muito longe, formado por adolescentes. Daniel Mendes, de 17 anos, do Grupo Lousada a Rufar, contou que a presença do grupo era para “fazer muito barulho”.

“Todos anos vimos aqui. Elas [grupo feminino] estão-se a picar connosco, mas somos melhores”, disse, elogiando o “ambiente fantástico” na Costilha: “Isto dá uma adrenalina muita brava”, acentuou, aplaudidos pelos amigos.

Mais à frente, outro grupo formado por adolescentes de Lousada, que tiveram entrada gratuita proporcionada pela Câmara de Lousada a todos os estudantes do ensino secundário.

Mais extrovertido, Cristino Barbosa, de 16 anos, afirmou: “Aqui só pagamos a cerveja. Este ambiente é fantástico e as cervejolas têm de ser controladas, sem exageros”, acrescentou, prometendo que no domingo estarão em Fafe, “porque lá também é um espetáculo”.

Luís Gonçalves, madeirense de Câmara de Lobos, estava de parabéns, por completar hoje 26 anos de idade. Consigo tinha uma bandeira da sua ilha.

“Somos 12 e viemos da Madeira só para ver o rali, já é a segunda vez”, comentou, enquanto admirava a multidão: “Aqui é muito mais público, mas a prova que gostámos mais de ver foi em Góis, ontem [na sexta-feira]”, referiu, prometendo que no domingo estarão em Fafe.

Outro espetador, de 56 anos, de São Pedro do Sul, estava acompanhado por uma grande bandeira nacional, enfeitada com garrafões, que disse trazer há vários anos para Lousada.

“Os carros são uma paixão há muitos anos e até já pratiquei ralis piratas. Este ano está a ser muito concorrido, está mais pessoal” contou, dizendo que vai passar a noite a Fafe, onde já tem a sua autocaravana junto ao emblemático salto.

O espanhol José Luiz, de 26 anos, veio de León, estava acompanhado da namorada e trazia uma bandeira do seu país.

À Lusa disse ser a sua segunda vez no Rali de Portugal, país que já visitou várias vezes.

“Lousada é uma prova muito bonita e espetacular”, afirmou, enquanto dizia esperar que o seu compatriota Dani Sordo possa recuperar o tempo perdido e ganhar esta edição do Rali de Portugal.

Pouco tempo depois, chegaram os WRC, começando os motores a roncar, motivando as palmas dos espetadores que enchiam o anfiteatro, com os incentivos em várias línguas, sobretudo português e castelhano.

O cenário estava montado. No circuito cantou-se o hino de Portugal, ouviu-se muito fogo de artifício e, à passagem dos bólides do WRC, viram-se fumos na reta da meta com as cores da bandeira nacional.

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