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Rádio MundialFM em Poiares lança recolha de fundos para reerguer torre de emissão

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 29-01-2026

Imagem: MundialFM/ Facebook

 A rádio MundialFM, de Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra, avançou com uma campanha de angariação de fundos para reerguer a torre de emissão, derrubada na quarta-feira pela força dos ventos.

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“Já está agendada, na próxima semana, a reunião com a Anacom [Autoridade Nacional de Comunicações] para vermos qual é a melhor solução. Ainda assim, vamos avançar com uma campanha de recolha de fundos”, afirmou Nuno Soares, presidente da direção da MundialFM.

A torre de emissão da estação de rádio caiu, na quarta-feira, na sequência dos ventos durante a passagem da depressão Kristin.

“Vamos avançar de todas as formas e, claro, que vamos levantar a torre”, assegurou.

À Lusa, Nuno Soares estimou que seja necessário, “no mínimo, 45 mil euros” para reerguer a infraestrutura, que já tinha já tinha caído na sequência da passagem da tempestade Leslie, em 2018.

“A rádio vai voltar, isso está fora de questão. Vamos tentar, já que fomos abalados por esta situação, trazer a emissão com muito melhor qualidade e melhor cobertura”, disse.

Neste momento, a estação está apenas com emissão ‘online’.

Nuno Soares criticou a ausência de um contacto por parte do Município de Vila Nova de Poiares e de a queda da torre não ter sido incluída no ponto de situação feito pela autarquia nas redes sociais, na quarta-feira.

“Com tudo o que aconteceu no concelho, a rádio não está incluída. Não caiu uma torre. Não houve um aviso à população para não ir mexer na infraestrutura”, assinalou, acrescentando que o local não foi sinalizado.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.