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Portugal

Rabo de Peixe quer “atuação preventiva” para combater drogas sintéticas

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O presidente da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe, Jaime Vieira, defendeu hoje uma “atuação preventiva” para combater o consumo de drogas sintéticas, um “flagelo social” daquela vila da ilha de São Miguel, nos Açores.

Em comunicado enviado às redações, a autarquia revela que Jaime Vieira esteve reunido com o diretor regional da Prevenção e Combate às Toxicodependências, Pedro Fins, tendo em vista a organização de “ações preventivas que contribuam para a dissuasão do consumo de drogas por parte dos jovens da vila”.

“Estamos empenhados em combater o flagelo social que nos assola, principalmente no que diz respeito ao consumo das drogas sintéticas. É importante atuarmos de forma preventiva pois a prevenção associada à informação são formas de dissuasão que não devemos desvalorizar”, afirmou o presidente da junta, citado na nota de imprensa.

O social-democrata defendeu a necessidade de levar aos jovens “informação sobre os malefícios do consumo” de drogas e sobre os impactos que provoca na saúde individual e nas relações familiares.

“O reforço da abordagem junto dos jovens é o melhor caminho para os desviarmos dos malefícios que o consumo de drogas acarreta para cada um e para as famílias no geral”, destacou.

A vila de Rabo de Peixe tem cerca de 10 mil habitantes e está localizada na Ribeira Grande, na costa norte da maior ilha açoriana.

Mais de um terço das novas substâncias psicoativas (NSP) apreendidas em 2021 em Portugal foram recolhidas nos Açores, região onde já foram registadas substâncias “nunca vistas” na Europa, revelou a Polícia Judiciaria (PJ) em 27 de maio.

Também em maio, o secretário da Saúde, Clélio Meneses, afirmou que a aposta do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) para combater as dependências passa pela “prevenção”, “sem descurar o tratamento e a reinserção”.

O governante lembrou que o Plano de Prevenção Para as Dependências está em vigor, mas, reconheceu, precisa de ser “mais eficaz”.

Segundo um estudo de 2019, do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), dedicado aos jovens entre os 13 e os 18 anos, os Açores estão acima da média nacional no consumo de álcool, tabaco, droga e outros comportamentos aditivos.

Os dados do SICAD colocam os Açores acima da média do país, tanto no consumo ao longo da vida (17,3% contra 15% a nível nacional), como no consumo nos últimos 12 meses (15,2% contra 13,5% a nível nacional).

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