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Coimbra

Quercus e Penacova alertam para impactos negativos da mini-hídrica do Mondego

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A Quercus e a Câmara de Penacova defenderam hoje que a mini-hídrica do Mondego não deve ser construída devido aos impactos negativos sobre os recursos hídricos e a biodiversidade, além dos previsíveis danos irreversíveis na economia local.

Num comunicado conjunto, as duas entidades salientam que o projeto promove “a transformação, fragmentação e degradação dos ecossistemas na bacia do rio Mondego, incluindo a criação de uma barreira para espécies migradoras, nomeadamente a lampreia-marinha, o sável, a enguia-europeia e a savelha, espécies ameaçadas na maior parte dos rios nacionais”.

A nota destaca a “importância nacional que o rio Mondego tem para a conservação dos peixes migradores, tendo em conta que se instalou um novo dispositivo de passagem para peixes no açude-ponte de Coimbra”.

A Quercus e a Câmara de Penacova recordam ainda que, recentemente, foi aprovado um projeto cofinanciado pelo programa PROMAR, “que visa o restauro da conetividade e a melhoria do estado de conservação das espécies piscícolas, em especial as migradoras com interesse económico”.

As duas entidades sublinham ainda que a “área a intervencionar faz parte de um troço de rio de elevada importância para as atividades de animação turística (nomeadamente a prática de descida do rio em caiaque), para a restauração e o alojamento”.

Por outro lado, acrescentam, “o rio Mondego tem uma grande importância para a restauração local, particularmente no que respeita à exploração do turismo gastronómico ligado à lampreia-marinha, atividade que atrai milhares de turistas anualmente”.

A fase de discussão pública da Avaliação de Impacte ambiental, que desaconselha a construção da mini-hídrica, terminou na segunda-feira, dia em que a Plataforma Mondego Vivo, que integra também a Quercus e o município de Penacova, enviou para o ministério do Ambiente um documento com 10 pareceres de diversas entidades a mencionar lacunas encontradas no estudo.

A construção da mini-hídrica do Rio Mondego, em Penacova, no distrito de Coimbra, visa o Aproveitamento Hidroelétrico de Penacova e Poiares.

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