Política

Quer ler “as bocas” do primeiro dia da campanha para as presidenciais?

Notícias de Coimbra | 18 horas atrás em 04-01-2026

“A minha candidatura é independente, mas é apoiada pelo PSD, e, portanto, é normal e natural que, neste caso, o líder do PSD [Luís Montenegro ] apareça (…) A única coisa que seria surpreendente pela negativa é se o PSD, tendo decidido apoiar-me, não houvesse a presença do líder do PSD, pelo menos numa ação de campanha. Isso é que seria surpreendente”.

PUBLICIDADE

publicidade

Luís Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP

PUBLICIDADE

“Parece-me, por aquilo que foi dito por parte dos representantes do Governo, que essa condenação não foi cabal, se calhar até inexistente, e acho que os portugueses mereciam mais. (…) “os portugueses mereciam ter um Governo que fosse taxativo a condenar todas as invasões, todos os ataques que são ilegais aos olhos do direito internacional” [e um Presidente] “transparente em relação à necessidade de respeito do direito internacional”.

Jorge Pinto, candidato apoiado pelo Livre, sobre posição do Governo em relação à situação na Venezuela

“A coisa mais importante que os portugueses vão ter de decidir é o perfil do presidente que querem. (…) A presidência não é um lugar executivo, é mais um lugar de influência. Mas pode ser uma influência positiva, pode não ser nada, pode simplesmente não apagar-se, ou pode ser, em casos também extremos, uma influência negativa para o sistema. Eu pretendo ser uma influência positiva”.

Henrique Gouveia e Melo, candidato independente

“O golpe já se deu, independentemente de se concordar ou não concordar com ele. (…) Já que cai um ditador [Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro], e esta é a grande notícia no meio disto tudo, um ditador dos piores que o mundo teve, agora, então, que se concretize um processo democrático”.

Luís Marques Mendes, sobre situação na Venezuela

“Eu estou muito cansado e acredito que os portugueses estão muito cansados de ouvir este discurso mais do mesmo e de que aquilo que é diferente, aquilo que dá audiências, aquilo que dá popularidade é trazer o ódio, trazer a agressão, berrar, falar mais alto. Eu não falo muito alto, eu não gosto de berrar, eu gosto de falar às pessoas diretamente para que elas possam ouvir”.

Jorge Pinto

“Já disse que não ir à segunda volta, para mim, é uma derrota e é uma derrota que eu assumirei pessoalmente na hora, mas não vai acontecer. (…) Há dois meses, quando lancei a candidatura no Centro Cultural de Belém, muitos riram e poucos acreditaram, mas hoje já ninguém se ri, muitos acreditam e estes, que estão comigo, têm a certeza absoluta de que estamos na segunda volta”.

João Cotrim Figueiredo, candidato apoiado pela Iniciativa Liberal

“Quero que os portugueses estejam preparados para aquilo que aí vem e não achem que fazer mais do mesmo ou ficar parados é sinónimo de segurança ou de sucesso, não é. Temos que nos preparar para fazer diferente e para fazer melhor”.

João Cotrim Figueiredo

“Não há um Portugal a avançar só com metade dos portugueses ou só com 20% dos portugueses, porque isso seria péssimo. Portugal tem de avançar com todos os portugueses e temos de ter uma economia mais próspera, mas com coesão social. Uma economia sem coesão social é um país que mais tarde ou mais cedo torna-se mais inseguro.”

Henrique Gouveia e Melo

“Quando geri o processo de vacinação, não privilegiei ninguém. Criei uma regra muito simples: primeiro as pessoas mais idosas, as mais frágeis, e daí para baixo sempre vacinar. (…) [sobre vacinação dos imigrantes] Eu disse claro que sim. Então, não vivem no território nacional? Vamos deixar pessoas não vacinadas no território?”.

Henrique Gouveia e Melo

“Marca também algo que me distingue profundamente enquanto candidato e que creio que deve ser uma marca desta candidatura: a resistência ao fascismo, àqueles que querem branquear a história, querem branquear o que foi a ditadura fascista em Portugal e que terá na minha candidatura uma oposição muito firme. (…) Ninguém ignora que há forças políticas em Portugal que procuram desvalorizar o que foi a luta antifascista, procuram branquear o fascismo e, com isso, atacar a democracia e é contra todas essas forças que eu me apresento”.

António Filipe, candidato apoiado pelo PCP

“Homenagear aqueles que lutaram contra a ditadura fascista é uma causa que deve unir todos os democratas. Eu nunca tive a intenção de esconder a minha origem política, assumo-a com muito orgulho, mas tenho a noção e sempre disse que o papel do Presidente da República é fazer cumprir a Constituição, não é um cargo partidário. (…) Lutar pela democracia não é uma luta de fação, é uma luta que deve unir todos os democráticos e que deve estar muito presente [na eleição para a Presidência da República]”.

António Filipe

“É natural que haja muito desespero e muita revolta quando temos um país que não está a dar resposta, mas também temos muitas mentiras a serem espalhadas. É importante, nesta campanha, respondermos a isso”

Catarina Martins, candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda

“Não estou dentro de nenhuma bolha, estou em todo o lado. As pessoas vêm falar comigo, querem vir falar comigo e cindo que há um crescente apoio porque sabem que serei uma Presidente da República que fala da sua vida e que não as abandona”.

Catarina Martins

“Quando ouço uma jovem dizer que os imigrantes vêm para cá receber apoios e sei que isso é mentira, porque os imigrantes contribuem para a segurança social (…), sei que a mentira também está a matar a nossa democracia, porque com a mentira não é possível debater, não é possível construir soluções”.

Catarina Martins

“O que me parece mais importante nesta fase, passadas 36 a 48 horas da operação inicial, é dizer que, de facto, há uma violação grosseira do direito internacional para depor um ditador que a comunidade internacional não conseguiu depor pelos meios diplomáticos e políticos normais, portanto, há uma responsabilidade da comunidade internacional”.

João Cotrim Figueiredo, sobre situação na Venezuela

“Precisamos dos partidos no parlamento, na via quotidiana e nas autarquias, mas na Presidência da República precisamos de alguém que não tenha amarras a interesses partidários, nem amarras a interesses individuais ou setoriais”.

está completamente livre e independente desses interesses, sendo por isso genuíno, frontal e transparente. (…) Não devendo nada a ninguém tem as condições para ir para a Presidência da República com essa total independência e com essa frontalidade”.

Rui Rio, ex-presidente do PSD e mandatário nacional da candidatura presidencial de Gouveia e Melo

“Não podemos cair na armadilha de dispersar votos e ficarmos amarrados a não termos escolhas boas na segunda volta, temos de concentrar desde já o voto em Luís Marques Mendes. (…) Votar em Cotrim Figueiredo, votar em António José Seguro não garante a possibilidade de se evitar que haja em Portugal uma segunda volta de umas eleições presidenciais onde possam estar simultaneamente dois populistas. Nós temos de evitar e concentrar o voto. (…) não é hora de dispersar o voto, não é hora de andar a distribuir o voto por simpatias”.

Luís Montenegro, presidente do PSD, que apoia Marques Mendes

“Para quem não tenha reparado, essa já é a circunstância atual [concentração do poder numa mesma família política] e não consta que isso tenha criado nenhum problema ao país. O atual Presidente tem exatamente o percurso do futuro Presidente”.

Luís Montenegro, presidente do PSD

“Antes da minha qualidade de presidente do PSD e da minha qualidade hoje de primeiro-ministro, eu sou, efetivamente, amigo do dr. Luís Marques Mendes, um amigo que o conhece há muitos anos, a ele e à sua família. (…) O critério único que tem no exercício de funções públicas, e eu sei-o por experiência própria, é o critério do interesse de Portugal, é o critério do interesse coletivo”.

Luís Montenegro, presidente do PSD

“Tenho muito orgulho na minha família política. Não renego à minha identidade política nem às minhas origens políticas, mas evidentemente que sempre fui muito independente e continuarei a ser assim na Presidência da República. Acho que é isso que é útil a Portugal e acho que é isso que é coerente com a minha maneira de ser, e é aquilo que os portugueses querem”.

Luís Marques Mendes

“Vou ser um apoiante do Governo? Não, não é essa a missão de um Presidente da República. Mas vou ser um apoiante das boas decisões e resultados do Governo? Com certeza, e ajudar a que esses resultados e decisões surjam é a minha obrigação. Vou ser um adversário do Governo deste ou de qualquer outro? Não, não é essa a atitude condizente com o Presidente da República, mas vou ser um adversário das falhas que este ou outro Governo tenha? Com certeza, é isso que os portugueses querem, alguém que possa chamar a atenção para ser útil, construtivo e eficaz em prol do país”.

Luís Marques Mendes

“Quero ser Presidente da República para ajudar a mudar, para ajudar a reformar, para ajudar a transformar, para ajudar a melhorar a vida dos portugueses, para termos menos filas de espera nos hospitais, para termos menos problemas de urgências, para termos menos pesadelo com as casas que não existem em Portugal. É para ser um Presidente da mudança, de ajudar à mudança, à transformação, à melhoria das condições de vida”.

Luís Marques Mendes

“Ser presidente é uma grande responsabilidade. Portugal já tem desunião que chegue no sistema partidário. Faz parte do sistema, não sou contra os partidos. Eu sou um democrata, sempre fui um democrata”, afirmou, discursando num almoço com apoiantes que marcou o arranque da campanha.

Henrique Gouveia e Melo

“Chegaram a dizer que eu era um perigo para a democracia. Um perigo para a democracia são as opacidades e as relações que existem, muitas vezes, escondidas dentro dessa democracia, que corroem a democracia, corroem a confiança na democracia.”

Henrique Gouveia e Melo

“Em tempos de ruído, trago serenidade. Em tempos de divisão, trago união. E mais, em tempos de interesses particulares, de interesses privados, eu trago o interesse comum, o interesse de Portugal e de todos os portugueses. E por fim, em momentos em que a opacidade toma conta de muitos discursos, eu trago clareza, eu trago transparência.”

Henrique Gouveia e Melo

“Muitas vezes na minha vida, quando estava debaixo de água e me sentia desanimado, ia ao painel de imersão do submarino e havia um letreiro que dizia Portugal, honrei, porque Portugal vos contempla. […] Eu estou aqui porque vocês me contemplam, porque quero honrar Portugal, quero honrar os portugueses, quero honrar as nossas tradições e quero mudança e não estagnação”.

Henrique Gouveia e Melo

“Eu acho que o primeiro-ministro não devia ter entrado na campanha presidencial, acho que é um erro que cometeu, mas sobretudo mostra que está com medo de alguma coisa. E se está com medo de quem pode estar na segunda volta e tem receio de eu ir à segunda volta das eleições, é porque não está a fazer as coisas bem. (…) Se o primeiro-ministro está com medo que eu seja Presidente da República, é porque se calhar não está a cumprir o seu papel como deveria cumprir”.

André Ventura, candidato apoiado pelo Chega

“Ouvi o candidato de Gouveia e Melo numa feira com ciganos e com imigrantes e pessoas a dizerem que os ciganos trabalhavam muito e descontavam muito e que ele era o candidato deles. Bom, então acho que a coisa está clara agora e ainda bem que é assim, que vá à Feira do Relógio, que tem o apoio dos ciganos, dos imigrantes. Eu quero ter o apoio dos portugueses, é esse o candidato que eu quero ser”.

André Ventura

“Acho que envergonha o nosso país que o Governo de Portugal não tenha uma palavra de condenação perante uma violação tão brutal e tão grosseira do direito internacional. Um Governo que não condena esta violação do direito internacional não tem autoridade política ou moral de espécie nenhuma para invocar o direito internacional, seja em que circunstância for”.

António Filipe, sobre posição do Governo em relação à situação na Venezuela

“Montenegro está a tentar apelar, a fazer uma espécie de apelo ao voto útil para garantir que fica tudo na mesma, que os mesmos de sempre continuam a governar e, ainda para mais, a fazê-lo através do medo exatamente para garantir que nada muda, não há mudança nenhuma no país e fica tudo como sempre. (…) Eu prefiro apelar ao voto livre, a que as pessoas votem na sua primeira escolha, votem por convicção e façam-no com a esperança, também, de que isso lhes permitirá ter um futuro melhor para o país e para todos nós”.

Mariana Leitão, presidente da Iniciativa Liberal, que apoia João Cotrim Figueiredo

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE