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Quem tem os dentes em mau estado tem um risco maior de morrer mais cedo

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 2 meses atrás em 14-01-2026

Novas evidências sugerem que a quantidade e a condição dos dentes de uma pessoa podem influenciar o risco de morte prematura. Uma investigação liderada pela Universidade de Osaka, no Japão, analisou os registos de saúde e dentários de 190.282 adultos com 75 anos ou mais.

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Cada dente foi classificado como ausente, hígido (saudável), restaurado (reparado) ou cariado.

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Os resultados mostraram que dentes saudáveis e restaurados estavam associados, de forma semelhante, a um menor risco de mortalidade, enquanto um maior número de dentes ausentes ou cariados aumentava o risco. Segundo os investigadores, o número total de dentes saudáveis e restaurados previu a mortalidade por todas as causas com mais precisão do que apenas o número de dentes saudáveis ou a combinação de dentes saudáveis, restaurados e cariados.

A mortalidade por todas as causas mede a probabilidade de uma pessoa morrer antes do esperado, por qualquer motivo. A equipa sugere que a saúde oral está intimamente ligada à saúde geral, através de fatores como inflamação crónica. A perda de dentes ou a presença de cáries pode provocar inflamações que se espalham pelo corpo, além de dificultar a mastigação e a manutenção de uma dieta saudável.

“O estudo destaca a importância de reparar e conservar os dentes, não apenas para manter a boca saudável, mas também para reduzir o risco de morte prematura”, escrevem os investigadores, cujos resultados foram publicados na revista BMC Oral Health.

Estudos anteriores também associaram a fragilidade oral – que inclui ausência de dentes, dificuldade em mastigar ou engolir, boca seca e problemas na fala – a uma maior necessidade de cuidados de longo prazo e a uma maior mortalidade. Uma investigação com 11.080 idosos indicou que pessoas com três ou mais destes sintomas apresentaram 1,34 vezes mais hipóteses de morrer durante o período do estudo.

Os autores sublinham que estudos futuros devem considerar não apenas quantos dentes as pessoas têm, mas também a condição clínica de cada dente, para compreender melhor por que idosos com menos dentes apresentam maior risco de morte prematura.

“O mecanismo que liga dentes cariados ou restaurados à mortalidade por todas as causas deve ser cuidadosamente investigado em estudos de coorte bem delineados”, concluem os investigadores.

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