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“Quem luta nunca quer fazer só um combate”  

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A judoca portuguesa Joana Ramos, hoje eliminada na primeira ronda da categoria de -52 kg de Tóquio2020, mostrou-se desiludida com o resultado, porque “quem luta nunca quer fazer só um combate”.

Joana Ramos, 18.ª do ‘ranking’ mundial, perdeu com a norte-americana Angelica Delgado, 20.ª, por ippon, aos 2.26 minutos já do ‘golden score’ (prolongamento), naquele que foi o terceiro combate entre as duas judocas, e depois de nos anteriores, em 2007 e 2014, a portuguesa ter vencido.

“A minha abordagem do combate foi sempre a mesma que tenho, que é tentar jogar por ippon. Foi o que fiz desde o primeiro ao quarto minuto, e depois no ‘golden score’. Podia ter jogado mais com os ‘shidos’ [castigos de falta de ataque ou posição defensiva], até porque consegui que tivesse dois”, explicou a atleta, após o combate.

A portuguesa defendeu a abordagem à modalidade, “sempre a procurar o ippon”, e lembrou que se está “nos Jogos Olímpicos não é por acaso”.

“Quero jogar por ippon, projetar, estrangular, imobilizar, tentar fazer chaves. Foi tudo o que tentei, a minha estratégia, foi assim que aprendi e é assim o espírito japonês. Foi o que fiz em 20 anos de ciclos olímpicos”, atirou.

Olhando para trás, recordou os quatro apuramentos, para Atenas2004, que falhou, para Londres2012, Rio2016 e Tóquio2020, “20 anos no topo da elite mundial de judo”.

A judoca, de 39 anos, natural de Coimbra, tinha sido nona classificada nas suas anteriores participações olímpicas: em Londres2012, a perder também na estreia, mas isenta na primeira ronda, e, no Rio2016, com uma vitória e uma derrota.

No Nippon Budokan, estava “preparada para fazer cinco combates”, isto é, chegar à luta pelas medalhas, porque “quem luta nunca quer fazer só um combate”. “Fica um sentimento de querer mais”, admitiu.

A portuguesa não quis dizer no imediato se pretende continuar até Paris2024, até porque se via ainda “muito emocional” após a derrota, preferindo antes fazer “uma gestão passo a passo”.

“Isso é algo que eu tenho de pensar. O ciclo de Tóquio2020 foi de cinco anos, muito difíceis. Foi o que mais me custou fazer, porque a cada ano tinha de reavaliar tudo. […] Até 2018, não sabia se o meu corpo iria aguentar. Acabou por aguentar mais três anos. Não faço planos a longo prazo, ainda”, acrescentou.

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