Crimes

Quem está nas cadeias portuguesas? Reveladas as nacionalidades dos reclusos

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 hora atrás em 06-04-2026

O Relatório Anual de Segurança Interna de 2025 (RASI 2025) divulgou dados detalhados sobre as nacionalidades dos cidadãos condenados em Portugal, permitindo uma análise mais precisa da relação entre imigração e população prisional.

PUBLICIDADE

De acordo com o relatório, citado pelo Correio da Manhã, no final de 2025 residiam em Portugal pouco mais de 1,5 milhões de imigrantes, o equivalente a cerca de 17,6% da população total. Nas prisões portuguesas encontravam-se, em dezembro do mesmo ano, 2.374 reclusos estrangeiros provenientes de 86 nacionalidades distintas. Este número corresponde a 18,1% da população prisional, o que significa que menos de um em cada cinco presos é estrangeiro, enquanto os restantes 81,9% têm nacionalidade portuguesa.

PUBLICIDADE

O documento indica ainda que as comunidades estrangeiras mais representadas no país — nomeadamente cidadãos do Brasil e de países africanos de língua oficial portuguesa — são também aquelas que registam maior número de reclusos. Ainda assim, a leitura dos dados pode variar consoante o critério utilizado: os brasileiros representam cerca de 28% dos estrangeiros detidos, mas apenas 5% do total da população prisional.

Em termos geográficos, manteve-se o padrão já observado em anos anteriores. África concentra a maior percentagem de reclusos estrangeiros (43,3%), seguida da América do Sul (31,7%) e da Europa (17,7%), descreve o mesmo jornal.

O relatório identifica ainda 19 nacionalidades com 20 ou mais cidadãos presos em Portugal, sendo que quase metade destes reclusos são residentes no país. Quanto à tipologia criminal, predominam os crimes contra as pessoas, seguidos dos crimes contra o património e das infrações relacionadas com estupefacientes.

Entre os dados estatísticos curiosos apresentados, destaca-se a existência do mesmo número de reclusos com nacionalidade norte-americana, russa e nepalesa — dez em cada caso. Há também mais cidadãos alemães presos do que moçambicanos ou paquistaneses, enquanto os onze reclusos búlgaros identificados residiam todos em Portugal. O relatório refere ainda apenas um condenado nascido em Timor-Leste.

O RASI 2025 revela igualmente a situação dos portugueses detidos no estrangeiro. No final do ano passado, pelo menos 1.408 cidadãos nacionais encontravam-se presos fora do país, número que poderá ser superior devido às limitações de informação impostas pelas legislações locais e pelos dados recolhidos através da rede consular. O Reino Unido lidera a lista com 309 portugueses detidos, seguido da França (288), Suíça (248), Alemanha (112) e Luxemburgo (108). Nos Estados Unidos estavam registados 12 portugueses presos e no Brasil 24.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE