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Coimbra

Quatro aldeias turísticas de Góis mais seguras com limpezas em redor

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As áreas envolventes de quatro lugares do concelho de Góis integrados na rede turística Aldeias do Xisto beneficiaram de trabalhos de vegetação que as torna mais seguras em caso de incêndio, anunciou hoje a Câmara Municipal.

A presidente da autarquia, Maria de Lurdes Castanheira, disse à agência Lusa que a intervenção foi realizada no âmbito de uma parceria com a Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto (ADXTUR), com sede no Fundão, e custou cerca de 40 mil euros.

“Não chegou a 10 mil euros da nossa parte”, adiantou a autarca do PS, que este ano conclui o terceiro e último mandato na liderança do município de Góis, no distrito de Coimbra.

Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena, na Serra da Lousã, foram as aldeias beneficiadas pela “execução de trabalhos de gestão seletiva da vegetação espontânea”, abrangendo uma área total de 32 hectares em seu redor, refere a Câmara em comunicado.

Lurdes Castanheira realçou que “foi uma oportunidade de fazer muito com pouco, para garantir a beleza da paisagem” com uma “atitude preventiva” que minimiza a ameaça dos fogos florestais em povoações serranas que nos últimos anos contribuíram para reforçar a atratividade turística da região.

“As parcerias público-privadas, PPP, nem sempre têm desfechos negativos”, congratulou-se.

Os trabalhos de limpeza de vegetação foram efetuados no âmbito do projeto “Beneficiação da paisagem nas áreas envolventes às Aldeias do Xisto”, financiado em 90% pelo Turismo de Portugal.

De acordo com a Câmara de Góis, “o projeto integra-se na candidatura ‘Aldeias.com’, aprovada ao abrigo da linha de valorização turística do interior” do programa Valorizar.

“Fomentou-se a presença e o desenvolvimento de espécies autóctones existentes, mais bem adaptadas aos locais e em harmonia com a valorização cénica e paisagística, potenciando a biodiversidade, bem como o aumento da resiliência daqueles espaços aos incêndios rurais”, segundo a nota, ao acentuar os “impactos de médio e curto prazo (…) positivos” que respondem “a um anseio das associações locais”, da população e da autarquia.

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