O mês de abril é o mês de sensibilização para a rosácea.
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A rosácea é uma doença inflamatória crónica da pele, altamente prevalente, deformante e estigmatizante, que interfere de forma significativa com o bem-estar, a autoimagem, a autoestima, e a qualidade de vida dos doentes. É mais prevalente no sexo feminino, nos entre os 30 os 50 anos da vida, mas todos os grupos etários são afetados, incluindo as crianças.
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Junto remetemos um artigo de opinião que se debruça sobre esta doença, sintomas, causas, diagnóstico e tratamento, da autoria da dermatologista e secretária-geral da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), Maria Goreti Catorze. Se considerarem pertinente do ponto de vista da literacia em saúde, muito agradecemos a sua publicação.
A rosácea é uma doença inflamatória crónica da pele que afeta sobretudo a face. É relativamente frequente, atingindo principalmente adultos de pele clara, e manifesta-se por vermelhidão persistente no rosto, especialmente nas bochechas, nariz, testa e queixo.
Muitas pessoas começam por notar que ficam facilmente coradas, por exemplo após ingerir bebidas alcoólicas, comer alimentos muito quentes ou picantes, ou quando expostas a fontes de calor ou frio.
Com o tempo, essa vermelhidão pode tornar-se permanente e podem surgir pequenos vasos sanguíneos visíveis, «borbulhas» ou sensação de ardor e sensibilidade da pele. As causas da rosácea não são totalmente conhecidas. Sabe-se, no entanto, que existe uma predisposição individual e que determinados fatores podem desencadear ou agravar os sintomas. Entre os mais comuns estão a exposição solar intensa, calor ambiente ou outras fontes de calor como banhos quentes, sauna ou banhos turcos, bebidas alcoólicas, alimentos picantes ou condimentados, stress emocional e alguns produtos cosméticos irritantes.
Embora não exista uma forma de prevenir completamente a rosácea, algumas medidas simples podem ajudar a reduzir as crises. A proteção solar diária é fundamental, assim como a evicção dos fatores desencadeantes acima referidos, uso de produtos de higiene e cosmética suaves e adequados a peles sensíveis (habitualmente etiquetados como AR) e evitar mudanças bruscas de temperatura.
O diagnóstico é clínico e deve ser feito por um dermatologista que é o especialista mais capacitado não só para escolher o tratamento adequado como para conhecer os diagnósticos diferenciais com os quais esta entidade se pode confundir. Apesar de ser uma doença crónica, existem atualmente vários tratamentos que permitem controlar os sintomas e melhorar significativamente o aspeto da pele. Estes podem incluir produtos de aplicação tópica, terapêutica oral e em alguns casos tratamentos com laser ou outras tecnologias para reduzir os vasos sanguíneos visíveis.
É importante lembrar que a rosácea não é contagiosa e não está relacionada com falta de higiene. No entanto, pode ter impacto na autoestima e na qualidade de vida, pelo que o diagnóstico e acompanhamento adequados são essenciais. Perante uma vermelhidão persistente no rosto ou sintomas que se repetem ao longo do tempo, é aconselhável procurar avaliação dermatológica. Com orientação médica e alguns cuidados no dia a dia, a maioria das pessoas consegue controlar bem a doença e manter a pele estável.
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