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Putin envia condolências à Etiópia pelas dezenas de mortes causadas por inundações

Notícias de Coimbra com Lusa | 8 minutos atrás em 16-03-2026

O Presidente russo, Vladimir Putin, apresentou as condolências ao Governo da Etiópia pelas, pelo menos 80, mortes causadas pelas inundações que afetaram o sul do país na semana passada, informou hoje a Embaixada da Rússia em Adis Abeba.

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Num comunicado, Putin enviou as suas “sinceras condolências” ao Presidente e ao primeiro-ministro da Etiópia, Taye Atske Selassie e Abiy Ahmed Ali, respetivamente, pelas “trágicas consequências” desta catástrofe natural.

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“Transmitam as minhas mais sinceras condolências e o meu apoio às famílias das vítimas, bem como os meus votos de rápida recuperação a todos os afetados pela catástrofe natural”, afirmou o líder russo na nota, publicada pela missão diplomática.

Cerca de 800 famílias (4.527 pessoas) ficaram desalojadas devido aos deslizamentos de terra e às inundações provocados por chuvas torrenciais na zona de Gamo, no estado regional do sul da Etiópia, onde o primeiro-ministro etíope esteve de visita no sábado passado para apoiar as vítimas.

Na sexta-feira passada, a Etiópia declarou três dias de luto nacional pela tragédia, que provocou 80 mortos, segundo as autoridades nacionais, embora o governo local eleve este número para 108.

Os deslizamentos de terra e as inundações causados pelas chuvas torrenciais são comuns na Etiópia, especialmente durante a estação das chuvas, conhecida como Kiremt, que geralmente começa em junho e se estende até setembro, embora as chuvas comecem mais cedo, por volta de março ou abril, no sul do país.

Em julho de 2024, o sul da Etiópia foi palco de deslizamentos de terra catastróficos causados pelas chuvas, nos quais morreram pelo menos 257 pessoas, conforme confirmado na época pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla inglesa).

A Etiópia e os outros países do Corno de África tem sido fortemente atingidos nos últimos anos por fenómenos climáticos extremos agravados pelas alterações climáticas, como inundações ou secas, que causaram milhares de mortos na região.

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