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Justiça

PSP não encontrou explosivos nos envelopes que chegaram à embaixada da Ucrânia em Lisboa

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A PSP não encontrou qualquer engenho explosivo nos dois envelopes suspeitos que chegaram hoje à tarde à embaixada da Ucrânia em Lisboa, disse à agência Lusa fonte policial.

A mesma fonte afirmou que “não foram detetados explosivos” na avaliação feita pelo Centro de Inativação de Engenhos Explosivos e Segurança em Subsolo da Unidade Especial de Polícia.

A embaixada da Ucrânia em Lisboa recebeu hoje pelas 15:00 dois envelopes suspeitos, tendo chamado a PSP, a qual enviou para o local meios da Unidade Especial de Polícia.

O trânsito na Avenida das Descobertas, onde se encontram várias embaixadas, continuava às 18:30 cortado e no local estão meios da PSP a garantir perímetro de segurança.

A embaixada da Ucrânia em Lisboa confirmou à Lusa que chamou a Polícia de Segurança Pública depois de ter identificado “correspondência suspeita”.

Na sexta-feira, gabinete do secretário-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), Paulo Viseu Pinheiro, anunciou à Lusa que as autoridades portuguesas reforçaram a proteção da embaixada da Ucrânia em Lisboa e admitem reapreciar o nível de ameaça em Portugal, após cartas armadilhadas terem sido recebidas por entidades em Espanha.

Segundo o SSI, a Unidade de Coordenação Antiterrorismo (UCAT), que funciona no quadro do Sistema de Segurança Interna, “está a acompanhar atentamente a situação” e que se encontra em “estreita articulação com os seus parceiros espanhóis, europeus e internacionais”.

“Caso, fruto dessa cooperação com Espanha e parceiros internacionais, e da nossa análise interna, se justifique uma reapreciação do grau de ameaça e segurança, serão tomadas de imediato pelas autoridades competentes as correspondentes e adequadas medidas de alerta e dispositivo de segurança”, acrescentou o gabinete do secretário-geral do SSI.

A UCAT agrega o Serviço de Informações de Segurança (SIS) – que avalia o grau de ameaça em território nacional -, a Polícia Judiciária (PJ) – que tem a competência de investigação do terrorismo –, a PSP – que faz a proteção das instalações diplomáticas e “preventivamente reforçou a proteção da Embaixada da Ucrânia em Lisboa” -, a GNR, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), a Polícia Marítima e o Serviço de Informações Estratégicas e de Defesa (SIED).

O SSI assegurou ainda que todas estas entidades estão “a trabalhar de forma articulada e permanente” com os parceiros internacionais, em especial com os congéneres espanhóis do SIS e da PJ.

A 30 de novembro, um homem ficou ferido sem gravidade na embaixada da Ucrânia em Madrid devido à explosão de um artefacto que estava dentro de um envelope. Desde então, já foi revelada pelas autoridades espanholas a existência de mais cinco cartas com explosivos, a última das quais na embaixada do Estados Unidos em solo espanhol.

De acordo com o secretário de Estado da Segurança do Governo espanhol, Rafael Pérez, os outros envelopes com explosivos intercetados na última semana foram enviados para o primeiro-ministro, a ministra da Defesa, um centro de satélites e uma empresa de armamento.

O envelope enviado ao primeiro-ministro, Pedro Sánchez, foi intercetado.

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