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Saúde

Psicólogos escolares são chamados a colmatar lacunas nos centros de saúde

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O bastonário dos Psicólogos alertou hoje para a falta destes profissionais nos centros de saúde, adiantando que os psicólogos escolares estão muitas vezes a ser chamados para tratar situações que deviam ser resolvidas nos cuidados de saúde primários.

Em declarações à Lusa, à margem da sessão de abertura do 5.º Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses, que decorre entre hoje e sexta-feira, em Aveiro, Francisco Miranda Rodrigues disse que, atualmente, existem cerca de 300 psicólogos nos centros de saúde em todo o país.

Considerando que a situação é “absolutamente crítica”, o bastonário referiu que ​​​​a falta de resposta nos centros de saúde “leva a que as famílias e a comunidade, de uma forma geral, procure os psicólogos que tem à disposição, que são muitas vezes os psicólogos que estão nas escolas”.

Para o representante dos psicólogos portugueses, esta situação faz com que os psicólogos escolares estejam “a ser chamados e a ser muito pressionados para fazerem intervenções numa situação imediata de grande necessidade, intervenção clínica muitas vezes”.

“Isso não deveria estar a acontecer por sistema junto das escolas. Devia estar a acontecer nos Centros de Saúde. Os psicólogos nessa altura não estão a fazer aquilo que deviam estar a fazer que é um trabalho muito mais preventivo, no próprio sistema escolar, de modo a poder apoiar aquilo que são os projetos educativos”, afirmou.

Francisco Miranda Rodrigues elogiou ainda o trabalho que tem sido desenvolvido pelo Governo nos últimos cinco anos no sentido de reforçar o número de psicólogos nas escolas, apesar de referir que em certos “contextos educativos” ainda existam “algumas lacunas”.

“Foi um esforço tremendo. Há cinco anos, tínhamos cerca de 700 psicólogos nas escolas colocados pelo Ministério da Educação e passámos para mais do dobro. Hoje em dia temos quase 1.700 psicólogos. Portanto, de facto, a situação é de uma muito grande melhoria”, disse.

Durante a sessão de abertura do congresso, o ministro da Educação, João Costa, deixou uma palavra de agradecimento aos psicólogos pelo trabalho desenvolvido durante a pandemia.

“Desde a primeira hora, a Ordem dos Psicólogos Portugueses disponibilizou-se para produzir recursos de apoio aos professores, às famílias e aos alunos”, disse o governante, adiantando que a psicologia também esteve presente no plano de recuperação das aprendizagens.

O ministro sublinhou também a importância da presença dos psicólogos nas escolas, considerando que estes têm um papel “absolutamente fundamental” para a consolidação e o desenvolvimento dos três principais pilares da política educativa dos últimos anos: sucesso, inclusão e cidadania.

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