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Política

 PSD pede que exista “rapidamente” um planeamento para o pós-confinamento

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O PSD apelou ao Governo para que faça “rapidamente” um planeamento para o período pós-confinamento e lamentou que os peritos não tenham apresentado “critérios” para essa fase já na reunião de hoje do Infarmed.

“Fazemos um apelo para que este planeamento do pós-confinamento seja um planeamento feito rapidamente, de modo a que os portugueses saibam com tempo o que se vai passar nas suas vidas”, afirmou o deputado e dirigente do PSD Maló de Abreu, numa declaração em vídeo enviada às redações após a 16.ª sessão para analisar a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal.

O deputado do PSD eleito por Coimbra defendeu que têm de existir critérios “muito claros” e lamentou que estes não tenham sido já hoje apresentados.

“Na última reunião, os peritos ficaram de apresentar um conjunto de critérios nesta reunião e, infelizmente, não apresentaram. Para que se faça um desconfinamento gradual e conhecido antecipadamente é necessário haver uma métrica e um planeamento”, disse, apontando que este planeamento tem falhado “em muitas circunstâncias e não pode falhar novamente”.

Maló de Abreu saudou que, tal como se esperava, o confinamento tenha levado a uma redução significativa do número de casos, mas salientou “não se conseguem identificar 84%” das cadeiras de contágio.

Quanto à vacinação, o dirigente social-democrata considerou que o processo “está a decorrer melhor”, embora com escassez de vacinas no primeiro trimestre.

“Esperemos que se possa vacinar 80% da população portuguesa por volta do fim do verão, o grande objetivo que se pretendia atingir”, disse.

O deputado do PSD manifestou ainda preocupação quanto ao processo de testagem.

“Nós sempre dizemos que era preciso testar, testar, testar, identificar e isolar. É preciso quebrar as cadeias de contágio. Infelizmente, esta testagem está a descer e muito longe dos números que pretendíamos, é muito importante que haja aqui uma reversão”, afirmou.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou hoje a “janela de esperança” quanto à vacinação contra a covid-19 no segundo trimestre deste ano e considerou que os especialistas deram “uma ajuda essencial” para a tomada de decisões.

O coordenador do plano de vacinação nacional contra esta doença, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, admitiu na reunião que se possa “atingir a imunidade de grupo” em Portugal mais cedo do que estava previsto, “em meados do verão, à volta de agosto ou inícios de agosto”, mas ressalvou que “isto são expectativas, em face de expectativas melhores de disponibilidade de vacinas, que têm de se confirmar”.

Quando foi decretada a última renovação do estado de emergência, em 11 de fevereiro, o primeiro-ministro, António Costa, pediu aos cientistas “um esforço de consensualização científica sobre aquilo que devem ser os níveis relativamente aos quais as medidas devem ser adotadas”, considerando que a existência de “opiniões diversas” tem gerado confusão na opinião pública.

Em Portugal, já morreram mais de 16 mil doentes com covid-19 e foram contabilizados até agora mais de 798 mil casos de infeção com o novo coronavírus que provoca esta doença, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

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