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PSD de Coimbra diz que decisão de chumbar Nuno Freitas é “errada e desrespeitadora” 

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O PSD de Coimbra considerou hoje a decisão da direção nacional do partido de chumbar o nome do médico Nuno Freitas como candidato à câmara local de “profundamente errada e desrespeitadora dos estatutos”.

Em comunicado, a comissão política concelhia do PSD de Coimbra reagiu à não homologação do candidato proposto para tentar retirar a câmara ao PS nas próximas eleições, enfatizando fazer hoje um ano que os militantes social-democratas locais aprovaram, por unanimidade, o documento estratégico autárquico.

Numa publicação na sexta-feira na sua conta no Facebook, Nuno Freitas escreveu: “Fui informado pela direção nacional que o PSD decidiu não apoiar a decisão do PSD de Coimbra, dos órgãos concelhios e distritais, e não homologar o meu nome como eventual candidato às próximas eleições autárquicas e que vai apoiar o professor José Manuel Silva”.

Hoje, o PSD de Coimbra deu conta que o coordenador autárquico nacional, José Silvano, “informou que o nome escolhido pelos órgãos locais do PSD de Coimbra para encabeçar a candidatura do partido às próximas eleições autárquicas no concelho, o militante, médico e empresário Nuno Freitas, não será homologado pela Comissão Política Nacional do PSD”.

Sobre esta decisão que entende “ser profundamente errada e desrespeitadora dos estatutos, das decisões e vontade dos órgãos locais, e mais importante, de todos os que na sociedade civil de Coimbra vinham ajudando a construir uma alternativa credível ao PS”, a concelhia “vem publicamente pedir desculpa”.

“Ao Dr. Nuno Freitas o nosso agradecimento pelo empenho e entusiasmo para liderar um projeto político alternativo, que muitos acreditam como imperioso para o futuro do concelho e região em que estamos inseridos”, lê-se ainda no comunicado.

Insistindo tratar-se de uma “decisão unilateral e prepotente” garantem que o PSD de Coimbra “continuará unido e tudo fará para criar as condições necessárias e ser a única e verdadeira alternativa ao Partido Socialista”.

O deputado António Maló de Abreu foi apontado “entre aqueles” que “tentaram por diversas vezes e, até publicamente, ao longo dos últimos meses, criar a desunião e a intriga junto das bases do PSD local, numa tentativa clara de oportunismo político e tentando ultrapassar as competências estatutárias do PSD”, situação que disseram “repudiar totalmente”.

Neste cenário, manifestaram vontade para “agendar uma assembleia concelhia para ouvir, debater e apoiar esta nova estratégia autárquica do PSD” e asseguraram que “sem guerrilhas internas” demonstrarão ser “credores da confiança” e “colocando Coimbra em primeiro lugar”.

A Lusa tentou obter uma reação do deputado eleito pelo círculo de Coimbra, que se escusou a fazê-lo.

As próximas eleições autárquicas estão previstas decorrer entre setembro e outubro próximo.

Um dia depois das declarações de Nuno Freitas, o movimento Somos Coimbra, liderado por José Manuel Silva, comunicou “que até agora não foi estabelecido nenhum diálogo formal entre o PSD e o Somos Coimbra relativamente a esta matéria”.

O movimento “continua empenhado na constituição de uma plataforma alargada de candidatura a Coimbra, que corresponda ao apelo que repetidamente é feito por parte dos conimbricenses e que permita vencer as próximas eleições autárquicas com um programa e um conjunto de projetos que promovam o desenvolvimento e o crescimento económico, cultural e social do concelho, rumo ao futuro e à sua afirmação nacional e internacional”, refere o comunicado.

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