O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, defendeu hoje, em Bragança, a criação de “contratos territoriais de desenvolvimento” para potenciar as regiões do Interior, que “carecem de uma atenção especial das políticas públicas”, segundo os agentes económicos.
“O mais importante é a necessidade de estabelecermos contratos territoriais de desenvolvimento que procurem valorizar o potencial endógeno, o potencial de cada território, ou seja, aquilo que cada território tem de mais positivo e que mais possa contribuir para a criação de emprego, para a fixação de jovens mais qualificados e para a atração de investimento direto do estrangeiro, para criar mais e melhores oportunidades”, afirmou.
No âmbito da sua recandidatura a secretário-geral do Partido Socialista, sob o lema “Contamos Todos”, José Luís Carneiro reuniu, esta tarde, no Instituto Politécnico de Bragança, com forças vivas da cidade, ligadas a vários setores, nomeadamente turismo, restauração, florestas, ensino, movimento social, desportivo e recreativo e autarcas.
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Depois de ter ouvido várias preocupações locais, o socialista sublinhou que a principal mensagem transmitida foi que a região transmontana “carece de uma atenção especial das políticas públicas”.
Questionado sobre as declarações do novo ministro da Administração Interna, Luís Neves, que considera inaceitável os baixos salários na PSP, José Luís Carneiro referiu apenas que “é muito importante valorizar as funções de soberania nos territórios do Interior” e que é necessário “investir nas infraestruturas e nos equipamentos de segurança”, acabando por não comentar o assunto em questão porque o novo governante “ainda não tomou posse”.
A Lusa confrontou ainda o secretário-geral do Partido Socialista sobre o deputado do Chega Rui Afonso estar a ser acusado de comprar votos, mas apenas respondeu que nada tem a dizer.
Ainda assim, deixou farpas ao Governo, no que toca à alteração de institutos politécnicos para universidades.
“Foi com estupefação que os professores e investigadores desta região verificaram que, poucos dias antes de se discutir na Assembleia da República o novo regime jurídico das instituições do ensino superior, o Governo tenha avançado com decisões de passagem de alguns institutos politécnicos para universidades, sem sequer ouvir os outros responsáveis dos institutos politécnicos, o que cria novas desigualdades”, vincou.
Depois da reunião com os agentes económicos e forças vivas de Bragança, José Luís Carneiro reuniu com os militantes do partido, também no Instituto Politécnico de Bragança.