Política

PS preocupado com falta de execução do orçamento de Estado deste ano

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 11-03-2026

O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, manifestou esta noite “grande preocupação” com a execução do orçamento de Estado deste ano por parte do governo, tendo em conta que há hospitais sem contratos de financiamento assinados.

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“A minha grande preocupação é com a execução deste orçamento que foi aprovado e para o qual nós contribuímos. O PS absteve-se em relação ao orçamento para 2026. Estamos em março, sei que há hospitais, neste momento, que não têm os contratos de financiamento assinados com o Ministério da Saúde”, assumiu José Luís Carneiro.

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O secretário-geral do PS reforço que, “neste momento, os administradores dos hospitais não têm os contratos de financiamento para garantir o funcionamento do SNS”.

“A minha preocupação está em garantir que o governo execute o orçamento que foi aprovado em Assembleia da República em final do ano que passou”, reagiu José Luís Carneiro, quando questionado se o PS iria ser mais exigente este ano na discussão do orçamento de Estado, uma vez que o Presidente da República, António José Seguro, assumiu que não haveria eleições, mesmo que o documento não fosse aprovado.

José Luís Carneiro falava à margem de um encontro com militantes e simpatizantes do PS em Viseu, a propósito das eleições partidárias dos próximos dias 13 e 14, em que é o único candidato para secretário-geral do partido.

Outra das preocupações do secretário-geral do PS, indicou, é a “incapacidade do governo” para executar o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) conseguido pelo governo socialista, liderado por António Costa.

“É necessário que o país execute em cada semana 60 milhões de euros (ME). Aquilo que me transmitem, é que estamos por todo o país com incapacidade para executar estes recursos europeus”, afirmou.

No seu entender, “o governo não está a mostrar capacidade para executar” o PRR e o país está “em risco de perder financiamento para unidades de cuidados continuados, para centros de saúde, para novos hospitais, para resposta de combate à pobreza e às desigualdades e mesmo até para fomentar a competitividade da nossa economia”.

“Portanto, quando estamos num período em que temos de executar 60 ME por semana e o governo não mostra capacidade para executar esses recursos, estar a falar do novo orçamento é um exercício que não tem qualquer interesse”, argumentou.

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