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Política

PS elege hoje nova direção e debate resultados das autárquicas e processo orçamental

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A Comissão Nacional do PS elege hoje o Secretariado e a Comissão Política do partido, numa reunião que ocorre dois dias antes da entrega do Orçamento no parlamento e que debaterá os resultados das eleições autárquicas.

Esta será a primeira reunião da Comissão Nacional eleita no congresso do PS de 28 e 29 de agosto em Portimão e espera-se que o líder, António Costa, mantenha a maioria dos membros que fazem parte da sua equipa de dirigentes eleita em 2018.

Uma das mudanças mais relevantes será a designação do deputado socialista Pedro Cegonho, ex-presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), como novo secretário nacional para a Organização do PS, pelouro que tem responsabilidades diretas na coordenação da chamada “máquina partidária”.

Já em relação à Comissão Política, fonte socialista disse à agência Lusa que haverá lista única, com a tendência minoritária de Daniel Adrião a indicar dez dos 65 elementos efetivos deste órgão.

No ponto relativo à análise da situação política, está previsto um discurso de fundo do secretário-geral do PS que será aberto à comunicação social e que deverá centrar-se nos resultados eleitorais dos socialistas nas autárquicas de 26 de setembro passado e na proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2021, que será entregue no parlamento na próxima segunda-feira.

Em relação às eleições autárquicas, a tese oficial é a de que o PS as venceu pela terceira vez consecutiva, conquistando o maior número de câmaras, de freguesias e sendo o partido mais votado.

No entanto, mesmo entre membros da direção dos socialistas, é assinalado um “preocupante recuo” eleitoral do PS nos principais centros urbanos do país, não só naqueles onde perdeu (Lisboa, Porto e Coimbra), mas também em cidades em que venceu, casos de Sintra, Gaia ou Matosinhos.

Também é criticada a estratégia de “nacionalização” da campanha eleitoral autárquica, com o líder e primeiro-ministro a fazer em todos os pontos do país o discurso sobre os investimentos previstos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e a retirar espaço mediático aos representantes deste partido no Poder Local.

António Costa tem alegado que, ao contrário daquilo que foi acusado pelos outros partidos, o PRR não é uma promessa de dinheiro, mas um conjunto de compromissos celebrados entre Portugal e a Comissão Europeia, com regras e calendário de execução bem definidos.

No último debate sobre política geral no parlamento, na quinta-feira, o primeiro-ministro fez até questão de se referir a um dos temas mais controversos na última campanha autárquica, quando prometeu em Coimbra uma nova maternidade para esta cidade.

Na Assembleia da República, disse que o Governo está “pronto para lançar já amanhã” o concurso para a nova maternidade de Coimbra, embora, segundo ele, no plano das regras democráticas, se recomende que se espere pela posse do novo executivo municipal da cidade, agora liderado pelo PSD.

No que respeita à proposta de Orçamento do Estado para 2022, o primeiro-ministro tem-se manifestado confiante num acordo político para a sua viabilização com o PCP, PEV, PAN e também, ao contrário do que aconteceu no ano passado, com o Bloco de Esquerda.

Porém, em estilo de advertência, António Costa deixa igualmente sempre a mensagem de que a aprovação do Orçamento é “fundamental” para o país iniciar a recuperação económica após a crise provocada pela covid-19.

Ao longo das últimas semanas, António Costa já falou em medidas de caráter fiscal, como o desdobramento dos terceiros e quarto escalões do IRS, ou o reforço das isenções no IRS jovem, assim como em medidas de caráter social destinadas sobretudo a combater a pobreza infantil.

No que respeita à política de rendimentos, o executivo socialista já admitiu voltar a proceder a um aumento extraordinário das pensões mais baixas e aumentar os salários dos trabalhadores da administração pública em 0,9%, o valor da inflação previsto para 2022.

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