Política

PS de Coimbra arrasa conduta do “vereador da Cultura José Manuel Silva”

Notícias de Coimbra | 1 ano atrás em 02-02-2023

A Comissão Política Concelhia de Coimbra do Partido Socialista “exige que o Presidente da Câmara Municipal se deixe de devaneios e de discursos rebuscados sobre ecossistemas e incubadoras de inovação cultural”.

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Em comunicado enviado a Notícias de Coimbra, a estrutura liderada pelo deputado Ricardo Lino diz que “há mais de 15 meses que uma cidade como Coimbra não tem um Vereador da cultura” e  que o concelho tem um “Presidente deslumbrado, acompanhado por um Diretor/Programador arrogado em eleito local”. 

 

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LEIA O COMUNICADO:

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“A Cultura do Caos e o Presidente que também é Vereador! 

No atual Executivo da mega coligação “Juntos Somos Coimbra”, o Presidente José Manuel Silva não  delegou a área da cultura. Há mais de 15 meses que uma cidade como Coimbra não tem um Vereador da cultura, embora, de forma risível, José Manuel Silva considere que “o Presidente é um Vereador com funções de Presidência” … Nem ousamos comentar tal afirmação! 

Desde o primeiro momento, o Partido Socialista criticou esta opção, por recear que, à medida que o  Presidente se fosse ocupando de outros dossiers, a cultura ficasse órfã. E foi o que, rapidamente,  aconteceu, até se tornar numa área vazia e totalmente desestruturada, apenas pontuada por eloquentes retóricas populistas e nenhuma ação, uma área destruída pela megalomania de um  Presidente deslumbrado, acompanhado por um Diretor/Programador arrogado em eleito local

Vejamos alguns exemplos concretos: 

  1. Sendo Presidente da Câmara há cinco dias e não tendo dado qualquer contributo para a  1 

concretização do espaço, José Manuel Silva, debutante na área da cultura, arrogou-se no direito de  mudar o nome da Antiga Igreja do Convento São Francisco, lá colocando uma placa com o seu nome. 

  1. Enquanto Vereador da oposição, José Manuel Silva afirmava recorrentemente que “a gestão de um  equipamento desta dimensão e complexidade [Convento São Francisco] não devia estar a cargo de um  mero funcionário da Câmara (…) defendo que seja constituída uma empresa municipal, com concurso  público para os principais lugares da mesma.” (ver ata da reunião da Câmara de 27.11.2017). Durante  todo o mandato de oposição entre 2017-2021, esta foi a sua bandeira, com permanentes, acérrimas e  muitas vezes mal-educadas críticas à gestão municipal do Convento, aos trabalhadores e às equipas  que lá operavam. Posição que saiu reforçada durante a campanha eleitoral da mega coligação “Juntos  Somos Coimbra” ao apresentar no seu programa a medida n.º 44 – “Autonomizar a gestão e direção  artística do Convento de São Francisco…”. Com tantas certezas, José Manuel Silva acabou por se  contradizer com uma facilidade surpreendente, tendo nomeado, em 15 meses de mandato, 3  programadores e diretores para o Convento São Francisco, todos trabalhadores da Câmara Municipal,  tendo descartado de uma vez por todas a constituição de qualquer empresa municipal e não tendo  promovido qualquer concurso internacional.
  1. Num ano de mandato, José Manuel Silva destruiu a Feira Cultural de Coimbra, acabou com a Mostra  de Estátuas Vivas e com a Exposição de Espantalhos, ao mesmo tempo que realizou uma Feira do Livro  que, com um orçamento milionário apenas recebeu 5.000 visitantes, quando anteriormente a Feira  Cultural recebia mais de 80.000 visitantes. Enquanto isso, o seu Diretor/Programador arrogado em  eleito local, numa das dezenas de entrevistas que concedeu, anunciou uma Incubadora de Criatividade  para o Convento e um Centro Transdisciplinar Artístico no antigo Hospital Pediátrico, dos quais não  voltámos a ouvir falar… 
  2. Desrespeitando a história da cidade e a sua memória coletiva, José Manuel Silva e o seu  Diretor/Programador desmantelaram os serviços municipais instalados na Casa da Escrita e  delinearam um plano para entregar a sua gestão e programação a terceiros. Não fosse a denúncia do  PS, quer os bens pessoais de João José Cochofel, quer os mais de 3.000 livros doados por Eduardo  Lourenço passariam a ser geridos por uma entidade privada, acabando-se com um espaço cultural  municipal de excelência. Em marcha, estaria também o plano para o encerramento da Casa-Museu  Miguel Torga. 
  3. José Manuel Silva tem-se empenhado em revogar o “Regulamento Municipal de Apoio ao  Associativismo Cultural”, elaborado e aprovado pelo PS, porque o seu Diretor/Programador queria  criar um “Programa de Apoio ao Ecossistema Cultural”, mais chique na designação e menos exigente nos critérios. O projeto deste novo programa foi objeto de uma análise demolidora por parte do  Departamento Jurídico da Câmara Municipal, tal era a sua fraquíssima qualidade e flagrantes  atropelos legais. O documento mereceu também duras críticas do PS e da CDU, que votaram contra um documento que envergonharia a Câmara Municipal de Coimbra. Intransigente e autoritário como  sempre, José Manuel Silva ignorou a oposição democrática e decidiu avançar. Questionado sobre o  assunto, na última reunião da Câmara, reconheceu que o documento, afinal, estaria a ser melhorado  antes de prosseguir o seu caminho.  
  1. Na mesma reunião da Câmara de 30.01.2023, foi discutido o Aviso de Abertura de Candidaturas  para Apoio Financeiro às Entidades com Gestão de Equipamentos Culturais Municipais. José Manuel  Silva e o seu Diretor/Programador arrogado em eleito tinham aqui a oportunidade perfeita para  mostrarem o que valiam, através da apresentação de um conjunto de critérios de avaliação que nos  deixasse perplexos de tão inovadores e criativos que seriam. Pois, pasme-se: os critérios apresentados  foram copiados dos Avisos de 2018 e de 2019, elaborados e aprovados pelo PS. Sinceramente, não  sabemos se se trata de impreparação, de falta de trabalho, de falta de jeito, ou de tudo um pouco. 
  2. Todas as outras associações continuam sem saber o que esperar em termos de financiamento por  parte do atual Executivo que, não só cortou 45% do orçamento para o associativismo cultural como ainda não apresentou os Avisos de Abertura de Candidaturas ao Associativismo Cultural Geral e já  estamos em fevereiro. De notar que, o PS aprovava esses avisos em dezembro do ano anterior para  que, atempadamente, as associações pudessem preparar os seus projetos. 
  1. Ontem, através da comunicação social, ficámos a saber que, 8 meses depois de ter chegado à  Câmara Municipal de Coimbra, com honras de iluminado salvador da cultura coimbrã, o “super-chefe  de divisão”, como chegou a ser apelidado, e depois Diretor do Departamento de Cultura e  Programador do Convento São Francisco, abandona funções, alegando razões pessoais. Com sede de  protagonismo e rapidamente envolto em várias polémicas, o Diretor/Programador, infelizmente,  deixou um rasto de destruição de uma série de eventos consolidados na agenda cultural da cidade, a  desestruturação de equipas municipais, o esbanjamento de dinheiros públicos que obrigou a uma série  de alterações orçamentais e vários projetos falhados. Foi uma verdadeira entrada de leão e saída de sendeiro! 

Tudo isto é o rosto de José Manuel Silva, o Presidente que também é Vereador da Cultura (ou vice versa?!…), mas cujo mandato se tem pautado pela alienação cultural. Um mandato vivido numa  realidade paralela onde tudo se resume a mega-anúncios e a extravagantes retóricas populistas, mas  em que as associações culturais continuam sem saber, em fevereiro, em que moldes e com que prazos  poderão submeter as suas candidaturas a financiamento municipal. 

O Partido Socialista de Coimbra exige que o Presidente da Câmara Municipal se deixe de devaneios e de discursos rebuscados sobre ecossistemas e incubadoras de inovação cultural e comece, de uma  vez por todas, a trabalhar de forma séria, empenhada e realista na área da cultura. Se assim for, o PS estará sempre disponível para apoiar esse trabalho. 

Coimbra sabe que pode contar com o Partido Socialista, que vamos continuar a trabalhar, a agregar e  a ser a voz da responsabilidade para recuperar a confiança dos conimbricenses!”

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