Portugal

Proteção Civil registou quase 10 mil ocorrências desde terça-feira

Notícias de Coimbra | 1 hora atrás em 30-01-2026

 A Proteção Civil registou até ao final da tarde de hoje 9.994 ocorrências provocadas pela passagem da depressão Kristin por Portugal continental que afetou sobretudo as zonas Oeste, Coimbra e Grande Lisboa.

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Segundo o mais recente balanço da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC), foram registadas, entre as 16:00 de terça-feira e as 19:00 de hoje, 9.994 ocorrências maioritariamente quedas de árvores e de estruturas, desabamentos de terras, telhados e infraestruturas arrastadas pelos ventos.

Segundo a ANEPC, as zonas mais afetadas são as regiões do Oeste (1.528 ocorrências), de Coimbra (1.365) e Grande Lisboa (1.138).

A Proteção Civil dá conta que as principais ocorrências referem-se a queda de árvores (5.451), queda de estruturas (2.037), inundações (1.103), movimentos de massas (690) e limpezas de vias (665).

Durante o mesmo espaço de tempo foram efetuados 32 salvamentos terrestres e 16 aquáticos, num conjunto de ações que já envolveram 34.192 operacionais, apoiados por 12.329 veículos.

Num balanço anterior, a ANEPC indicava que a depressão Kristin provocou cinco vítimas mortais.

A ANEPC recorda que o impacto dos efeitos do mau tempo pode ser minimizado através da adoção de comportamentos preventivos adequados e que têm sido anunciados pelas autoridades.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.