Coimbra

Proteção Civil apela à população do Vale do Mondego para se preparar para eventuais cheias

Notícias de Coimbra com Lusa | 20 minutos atrás em 31-01-2026

 A Proteção Civil da Região de Coimbra apelou hoje às populações do vale do Mondego para estarem preparadas para eventuais inundações na próxima semana, face à previsão de forte precipitação a partir de domingo à noite.

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Esta tarde, em conferência de imprensa, o comandante sub-regional alertou que as zonas mais vulneráveis das margens esquerda e direita do rio Mondego, entre os concelhos de Coimbra e Figueira da Foz, podem ser afetadas devido ao aumento do caudal do rio Mondego e à necessidade de descargas da barragem da Aguieira.

Segundo Carlos Luís Tavares, ao final do dia de hoje vai chegar à região um grupo de 24 fuzileiros da Marinha com seis botes, que serão distribuídos pelos concelhos de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho, para a eventualidade de ser necessário intervir.

Além destes meios, e em caso de necessidade, a região conta com mais 17 embarcações próprias.

“Estamos preocupados com a pressão que o rio Mondego vai ter e, portanto, as pessoas residentes em zonas vulneráveis das margens esquerda e direita do Mondego têm de estar de sobreaviso e preparados para que a cheia as possa afetar”, salvaguardou o comandante sub-regional de Coimbra da Proteção Civil.

Carlos Luís Tavares apelou às populações para evitarem comportamentos de risco e estarem preparadas preventivamente para poderem proteger os seus bens, embora “seja preferível sair de casa e deixar danificar um bem do que perder a vida”.

“O importante é que ninguém fique ferido ou perca a vida, esse é o nosso grande objetivo”, sublinhou.

A presidente da Comissão Distrital de Coimbra de Proteção Civil, Helena Teodósio, salientou que as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) indicam períodos de precipitação intensa nos próximos dias, “que, aliada à saturação dos solos, coloca a região e, muito especialmente, a bacia do Mondego num estado de vigilância absoluta”.

“Apesar de ainda estarmos a recuperar da passagem da depressão Kristin, nos próximos dias a nossa preocupação recai nos municípios do baixo Mondego, cuja gestão da sua bacia, nomeadamente em situação de cheia, apresenta uma enorme complexidade”, disse a responsável, que é também presidente da Câmara de Cantanhede.

Salientando que já se verificam inundações controladas em campos agrícolas e em algumas infraestruturas dos municípios de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho, Helena Teodósio afirmou que, face às previsões meteorológicas, “o risco de cheias irá aumentar significativamente durante a próxima semana”.

“Estejam atentos aos avisos e evitem circular em zonas historicamente inundáveis”, apelou a autarca, que lidera também a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, salientando que a Proteção Civil está vigilante e a acompanhar a situação em permanência, preparada para garantir a segurança das populações.

A presidente da Câmara de Coimbra salientou que é possível o baixo Mondego viver uma situação que não acontecia há décadas, mas pediu serenidade para enfrentar as eventuais inundações.

“Temos de nos preparar para o pior e esperar o melhor”, disse a autarca, que garantiu todos os meios necessários para fazer frente às cheias, nomeadamente para evacuar localidades.