Coimbra

Proteção Civil alerta para risco de cheias em Coimbra devido a descargas da Aguieira

Notícias de Coimbra com Lusa | 18 minutos atrás em 12-02-2026

O comandante nacional da Proteção Civil alertou hoje a população de Coimbra para o risco de cheias na zona baixa da cidade, devido à possibilidade de descargas superiores a 2.300 metros cúbicos por segundo (m3/s) na Barragem da Aguieira.

“Alertamos [as populações] de Coimbra para que tomem todas as medidas necessárias, para que salvaguardem mais uma vez os seus bens e estejam prontas para, se eventualmente for necessário, terem que abandonar as suas casas na zona onde poderá haver afetação por parte desta inundação”, afirmou Mário Silvestre.

O comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) falava pelas 19:00 numa conferência de imprensa para fazer um ponto de situação das cheias no país, a que assistiram o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e os presidentes das câmaras de Lisboa, Carlos Moedas, e de Oeiras, Isaltino Morais.

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Na quarta-feira, por volta das 17:00, a margem direita do rio Mondego, nos Casais, Coimbra, colapsou, o que levou ao encerramento da Autoestrada 1. Parte do tabuleiro do viaduto da A1 desabou ao final da noite na sequência do rompimento do dique.

Hoje, a margem direita do canal principal do rio Mondego partiu e passou a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (concelho de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra).

Esse mesmo canal de rega, pressionado por mais água do Mondego, também acabou por partir uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), distribuindo água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.