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Coimbra

Projeto-piloto ensaia um serviço educativo para o cinema em escolas de Coimbra

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A Casa da Esquina coordena um projeto-piloto que procura dar resposta à necessidade de um serviço educativo para o cinema em Coimbra e assegura oficinas com cinco turmas do 1.º ciclo do ensino básico do concelho.

Ao longo do ano letivo, cinco turmas do 1.º ao 3.º ano de escolaridade de quatro escolas de diferentes zonas do concelho vão receber seis oficinas de experimentação em torno do cinema, com dois momentos finais em maio e junho – uma mostra de filmes realizados por crianças e a exibição dos trabalhos das oficinas -, anunciou a Casa da Esquina.

Segundo a coordenadora do projeto, Sara Seabra, o projeto é um primeiro passo para uma iniciativa que pretende imaginar-se como uma oferta para todas as escolas públicas do primeiro ciclo de Coimbra, incluindo também no futuro o pré-escolar.

“Queremos chegar onde o Plano Nacional do Cinema não chega. O objetivo é formar públicos e sabemos que na cidade há oferta de programação de cinema para diversos públicos, incluindo para as crianças, e temos que alimentar a formação de público para que as salas estejam cheias”, disse Sara Seabra, que falava à agência Lusa à margem da conferência de apresentação do projeto.

O facto de o projeto ter uma abordagem vincadamente prática, ao pôr as crianças não apenas a ver, mas também a explorar diferentes estéticas do cinema, poderá ajudar a incutir ‘o bichinho’ do cinema nos mais novos, realçou.

“Nestas idades, as memórias que ficam são sensoriais”, salientou.

O projeto, que tem ajuda financeira da Câmara de Coimbra, tem ainda apoios do setor privado e da União de Freguesias de Coimbra.

O Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), o Agrupamento de Escolas Coimbra Centro e a Escola Secundária Avelar Brotero são parceiros de produção do projeto, que vai ter envolvidos alunos das turmas do curso de artes e do curso de multimédia da Brotero a fazerem a ponte entre a Casa da Esquina e “as crianças do 1.º ciclo”.

As oficinas já arrancaram no início do mês, com uma oficina de brinquedos óticos, em que foi mostrada “a lógica da sequência do movimento, as ilusões óticas”, numa viagem até à época do pré-cinema, explicou.

Jogos com sombras chinesas, visionamento dos primeiros filmes da história do cinema e experimentação em torno dessas técnicas, manipulação de película, uma oficina de som e outra de recurso à realidade aumentada e à filmagem em 360 graus são as outras propostas, contou Sara Seabra.

“Vamos desde a pré-história até aos dias de hoje, chamando à atenção para os detalhes de todo o universo do cinema”, salientou.

Em abril, no TAGV, haverá uma mostra de filmes realizados por crianças, intitulada “Casa Animada”, com horários para escolas e para famílias, e o projeto culmina com uma exposição na Casa da Esquina dos resultados das oficinas com as crianças.

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