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Crimes

Prisão preventiva para suspeito de violação e tentativa de homicídio

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O Tribunal de Torres Vedras decretou a prisão preventiva do suspeito da violação e tentativa de homicídio de uma mulher que sofreu ferimentos graves, no concelho de Sobral de Monte Agraço, informou hoje a Polícia Judiciária.

A vítima, uma mulher de 33 anos, “foi internada no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, com uma facada no abdómen que quase a colocou em risco de vida, sendo depois transferida para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, de onde já teve alta”, disse hoje à agência Lusa o coordenador de investigação criminal da diretoria de Lisboa da Polícia Judiciária (PJ), José Matos.

O homem, de 25 anos, pintor, foi detido pela PJ por existirem “fortes indícios” de ser autor de um crime de violação, de um crime de homicídio na forma tentada e de um crime de detenção de arma proibida, praticados na segunda-feira, numa localidade do concelho de Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa.

Inicialmente, a Polícia Judiciária tinha indicado que os crimes foram cometidos na “região de Torres Vedras”.

Em comunicado, a PJ explicou, na quarta-feira, que os atos ocorreram na sequência de uma visita a um imóvel, cuja venda a vítima intermediava: “Simulando interesse na aquisição desse imóvel e após duas visitas anteriores, nos dias 9 e 12 de setembro, o abusador sexual atacou a vítima e aproveitou-se da circunstância de estar sozinho com ela, usando de extrema violência física e produzindo-lhe múltiplas e graves lesões, através do uso de uma navalha”.

Ainda segundo o comunicado, os crimes foram “executados de forma extremamente violenta e com recurso a arma branca” e “geradores de enorme alarme social”.

José Matos disse hoje à Lusa que “os gritos da vítima alertaram uma vizinha que foi lá bater à porta”, ato que acabou por possibilitar à mulher escapar ao agressor, “apresentando muitas agressões e marcas de lesões de defesa, por se ter debatido bastante”.

O detido, morador numa localidade próxima, e sem antecedentes criminais, optou por não fazer declarações ao Tribunal de Torres Vedras, que lhe aplicou a medida de coação de prisão preventiva.

A investigação contou ainda com a colaboração da GNR de Torres Vedras (distrito de Lisboa).

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