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Crimes

Prisão preventiva para 13 suspeitos de furto de produtos para venda em feiras e sucatas

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O Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto decretou prisão preventiva para 13 dos 14 detidos pela PSP e hoje ouvidos por suspeita de furto de produtos para venda em feiras e sucatas, disse à Lusa fonte judicial.

As medidas de coação acompanham, no essencial, o proposto pelo Ministério Público, uma vez que um dos detidos “estava indiciado apenas por posse arma proibida”, acrescentou a fonte.

Segundo o mandado de detenção a que a Lusa teve acesso, os arguidos são acusados de furto qualificado, arrombamento de estabelecimentos comerciais, armazéns e fábricas, bem como a cargas acondicionadas em camiões e reboques de transporte de mercadorias.

Os detidos são suspeitos de 60 crimes de furto qualificado, “sendo de salientar que, em resultado das práticas ilícitas referenciadas, resultaram prejuízos superiores a 3,5 milhões de euros”, revelou na quarta-feira em comunicado o Comando Metropolitano do Porto.

Além dos 14 homens detidos, foram apreendidas 19 viaturas e armas, num total não especificado pela PSP.

Quanto ao material furtado, o comissário da Divisão de Investigação Criminal da PSP do Porto, João Soeima especificou que em causa estão “cerca de 4,5 toneladas de material”, desde “milhares de peças de vestuário”, a produtos de origem ferrosa e metálica (aloquetes, cadeados, estruturas em alumínio, cobre, janelas, peças de serralharia), bem como eletrodomésticos (telemóveis, máquinas de lavar, aquecedores e televisões).

As viaturas apreendidas são “na sua maioria ligeiros de mercadorias” ou “um ou outro ligeiro de passageiros de topo de gama, o que evidencia o lucro que tinham com a atividade”.

Esta operação, que teve início às 05:00 de terça-feira e teve origem numa investigação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, contemplou a realização de 34 buscas domiciliárias e 49 buscas não domiciliárias no Porto, Vila Nova de Gaia, Gondomar, Matosinhos, Maia, Paços de Ferreira, Santo Tirso e Amarante.

A operação juntou mais de 200 operacionais, dos quais mais de uma centena investigadores, tendo o comissário João Soeima sublinhado a “colaboração” de comandos vizinhos, nomeadamente Vila Real, Aveiro, Braga e Viseu, bem como feito um “agradecimento especial” ao comando da GNR do Porto.

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