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“Coimbra pode ser a Silicon Valley do Sul da Europa”?!

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“Coimbra, enquanto região, deve ambicionar ser uma referência para a indústria tecnológica e inovadora e não pode deixar de ter a ambição de ser a “Silicon Valley” de Portugal ou mesmo do Sul da Europa”. 

Quem o diz é Jaime Ramos, candidato da coligação PSD/CDS/PPM/MPT. Temos de deixar de pensar pequeno, o putativo sucessor de Manuel Machado, depois de ter reunido com a Direcção da Associação Empresarial da Região da Coimbra (NERC) presidida por Horácio Pina Prata.

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Na reunião, considerada pela candidatura como bastante produtiva, Jaime Ramos “começou por explicar as suas prioridades estratégicas que, se vieram a revelar em sintonia com a visão dos empresários e que respondiam às suas preocupações”.

O candidato volta a afirmar que Coimbra vive um declínio com uma assustadora redução do número de empresas, algumas das quais emblemáticas. A consequência primeira desse desaparecimento é a inexistência de ofertas de emprego, em especial para as novas gerações, e com a consequente perda de população que tem de ir para outras paragens.

“Importa captar investimento a nível nacional e internacional que crie riqueza e emprego na região de Coimbra” afirma Jaime Ramos.

Coimbra é, segundo o candidato, “uma das melhores marcas nacionais, mas que tem sido delapidada por uma câmara inoperante que chega mesmo a ser inimiga do investimento e da criação de emprego. Quem não ajuda a criar emprego está a empurrar uma geração inteira para fora daqui.”

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Em comunicado enviado a NDC, o candidato à sucessão de Manuel Machado afirma que é preciso aproveitar as redes empresariais e a imensa rede de cidades geminadas com Coimbra, não para ir passear como tem sido hábito, mas sim tornando-as portas de entrada de investimento estrangeiro em Coimbra e depois como facilitadores económicos para que as empresas da cidade e da região possam ir vender e mostrar os seus produtos ou serviços.

“E, é esta cooperação que Coimbra tem de ter com outras cidades da região. É fundamental numa estratégia de afirmação nacional e na luta activa por estruturas fundamentais ao crescimento económico. A união faz a força e assim conseguimos evitar a perda de população e o envelhecimento estatístico” afirma Jaime Ramos.

Esta região onde vivemos só se desenvolve verdadeiramente se Coimbra se assumir como o motor de desenvolvimento da região e deixar de ser o travão actual com uma burocracia cega que obstaculiza o investimento, frisa Jaime Ramos que salienta que “é necessário que a marca Coimbra seja associada a uma cidade moderna, atraente e amiga do investimento”.

Com isso, vem toda uma industria de base tecnológica que é um garante de postos de trabalho de grande valor acrescentado mas ao mesmo tempo é preciso ter a capacidade para nunca descurar os outros sectores económicos como o turismo, comércio, agricultura e agro alimentar, refere o médico e empresário que deseja ser Presidente da Câmara Municipal de Coimbra.

Neste reunião com a NERC foi “ainda abordada a questão dos parques empresariais de Coimbra que estão actualmente numa situação de abandono e em estado avançado de degradação”. 

Para Jaime Ramos, Ficou claro que uma solução para a constrangedora situação actual terá de passar por uma estreita colaboração entre a autarquia e os empresários trabalhando em conjunto de modo a que seja possível criar uma imagem positiva dos mesmos e que estes sejam pólos de atração e não referências jocosas de como as coisas não devem ser geridas.

Ficou a promessa de uma estreita colaboração no futuro e um desejo comum: “Mais investimento na cidade e na região é a única forma que conseguirmos que os nossos filhos não tenham de ir para outras cidades ou países”, adianta Jaime Ramos.

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Recordamos que Pina Prata, enquanto Presidente da então dinâmica ACIC, contribuiu muito para que o social democrata Carlos Encarnação derrotasse o socialista Manuel Machado nas autárquicas de 2001.

Pina Prata, que foi Vice-Presidente nos executivos PPD/CDS/PPM que sairam das eleições de 2001 e 2015, entrou em rota de colisão com Carlos Encarnação, ficando até ao fim do seu último mandato como vereador sem pelouros.

Como candidato independente, o actual líder da NERC desafiou Carlos Encarnação nas eleições de 2009, mas não foi além dos 3 282 votos, não tendo sequer sido eleito vereador.

O ideólogo desta dispendiosa campanha de “Pina Prata, Agora Sim” foi José Diogo, seu antigo adjunto na autarquia local, consultor de comunicação que em 2013 apareceu como servidor de Manuel Machado, que depois contratou a empresa Valor de Fundo (detida em 50% por este alegado “especialista em agências secretas”) para prestar serviços à CMC, que já lhe pagou cerca de 200 000 euros.

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