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Primeiras penas de prisão pedidas para cúmplices dos autores dos atentados em Paris

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 As primeiras penas de prisão foram hoje pedidas num tribunal belga para dois arguidos presumivelmente mortos na Síria, no julgamento de 14 cúmplices dos autores dos atentados ‘jihadistas’ de 13 de novembro de 2015 em Paris.

Os dois cidadãos belgas julgados à revelia são Sammy Djedou, cuja morte foi anunciada pelo Pentágono em dezembro de 2016, e Youssef Bazarouj, suspeito de ter estado associado na Síria à célula de operações externas do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), que terá também sido morto numa zona de guerra em 2017.

A procuradora do ministério público, Véronique Melot, pediu para Sammy Djedou, acusado de ser “dirigente de um grupo terrorista”, dois anos de prisão, em complemento de uma pena de 13 anos de prisão a que já tinha sido condenado pelo Tribunal Penal de Bruxelas em junho de 2021.

A magistrada federal pediu também uma pena de cinco anos de prisão para Youssef Bazarouj, acusado de “participação em ação de um grupo terrorista”, como pena adicional à de cinco anos de prisão decidida pelo tribunal em fevereiro de 2021.

Bazarouj, originário de Molenbeek, foi para a Síria e juntou-se ao EI em 2014 e “pertence à célula dirigida por [Abdelhamid] Abbaoud (o líder operacional das equipas dos atentados) e [Oussama] Atar (presumível mandante dos atentados, coordenados pelo EI a partir da Síria)”, indicou a representante do ministério público belga, sublinhando que houve contactos regulares, em particular com os dois irmãos Salah e Brahim Abdeslam, bem como com Mohamed Abrini, outro acusado no julgamento dos atentados de Paris.

No total, 14 presumíveis cúmplices dos comandos ‘jihadistas’ autores dos ataques de 13 de novembro de 2015 que fizeram 130 mortos em Paris e Saint-Denis estão a ser julgados desde 19 de abril no tribunal de Bruxelas. Os pedidos de penas deverão prosseguir até segunda-feira.

Este julgamento decorre em paralelo ao que está em curso no Tribunal Penal Especial de Paris, para 20 acusados, 14 dos quais presentes. Nele, pretende-se julgar suspeitos excluídos do processo judicial francês mas acusados pela Bélgica de terem transportado, albergado ou ajudado financeiramente alguns autores dos atentados de Paris e Saint-Denis.

O julgamento de Bruxelas, conhecido como “Paris bis”, deverá prolongar-se até 20 de maio e a sentença será proferida até 30 de junho.

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