O presidente do INEM garantiu hoje transparência e que “não haverá qualquer ocultação” sobre os casos de mortes enquanto as vítimas aguardavam por socorro, e que todas as situações de eventuais falhas de socorro serão averiguadas.
Questionado à saída de uma reunião com o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), António Nunes, o presidente do INEM, Luís Cabral, disse ainda não ter informação sobre os casos mais recentes divulgados hoje, nomeadamente a morte de uma mulher na Quinta do Conde, Sesimbra, com dificuldades respiratórias e que aguardou 40 minutos pela chegada do INEM, e um homem de 68 anos, em Tavira, que esperou mais de uma hora por socorro.
“Terei que analisar ambos os casos e, no seu devido tempo, o INEM irá emitir os seus comunicados sobre esta fronteira. (…) Todas as situações que eventualmente possam configurar uma situação de falha de socorro, terão de ser devidamente averiguadas”, disse.
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Luís Cabral acrescentou que tal como da última vez em que houve esta falha do INEM as averiguações foram feitas e “foi-se concluindo em algumas alturas que não havia uma responsabilidade direta do INEM nestas situações”.
“Nós seremos sempre transparentes em todo este processo, seremos muito claros em relação àquilo que se passou, em relação àquilo que são os tempos e que foram as diferentes ambulâncias e viaturas com médico envolvidas. Não haverá aqui qualquer ocultação por parte do INEM relativamente a essa matéria”, assegurou.
Pelo menos três pessoas morreram esta semana depois de terem ligado para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo.
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