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Presidente da Tunísia falará à nação após prolongar suspensão do parlamento

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O presidente da Tunísia falará hoje à nação após decidir prolongar “até nova ordem” a suspensão do parlamento, cuja atividade está paralisada desde 25 de julho, quando Kais Said assumiu todos os poderes, anunciou hoje o palácio presidencial.

Um fonte do palácio presidencial disse à agência de notícias EFE que Kais Said vai se dirigir à nação nas próximas horas para discutir os motivos que o levaram a prolongar a suspensão do parlamento, apesar da insistência da comunidade internacional em pedir que volte ao caminho da democracia.

Said emitiu hoje “um decreto presidencial que prolonga as medidas de exceção relativas à suspensão das atividades do parlamento, bem como ao levantamento da imunidade de todos os deputados, até nova ordem”, de acordo com um comunicado divulgado na página da Presidência tunisina na rede social Facebook.

Em 25 de julho, Kais Said assumiu plenos poderes, demitiu o primeiro-ministro e suspendeu o parlamento por um período de 30 dias.

Esta decisão foi denunciada como um “golpe de Estado” por juristas e adversários de Said, sobretudo pelo partido de inspiração islamita Ennahdha, principal força no parlamento do país, que viveu meses de bloqueios políticos e uma progressão alarmante da epidemia da covid-19.

O presidente tunisino ainda não nomeou um novo governo, nem apresentou um roteiro claro sobre como pretende restaurar as instituições, exigido por vários partidos políticos e organizações da sociedade civil.

Desde que interrompeu a normalidade democrática, Said aproveitou a oportunidade para introduzir mudanças na liderança de vários ministérios, em particular no Interior e nas Forças de Segurança, fundamentais para o controlo do Estado. Também intensificou o seu ataque aos partidos políticos, especialmente ao Ennahda.

Said, um professor universitário de tendência populista, surpreendeu ao vencer as eleições presidenciais de 2019 na Tunísia sem algum apoio partidário.

O presidente tunisino garantiu que impôs a aplicação do artigo 80 da Constituição – que lhe permite suspender o parlamento e governar por decreto – para “salvar o país”, atolado em uma aguda crise política, económica, social e de saúde – devido à pandemia da covid-19.

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