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Presidente da República destaca Ana Luísa Amaral como escritora singular

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou hoje a morte de Ana Luísa Amaral, uma escritora “veementemente do seu tempo”, destacando a singularidade das suas obras.

Numa nota publicada na página oficial da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que entre a primeira “poesia reunida” de Ana Luísa Amaral, publicada em 2005, e a segunda, em 2010, “tornou-se claro que nenhum roteiro da poesia portuguesa das últimas décadas ficava completo sem Ana Luísa Amaral, não pelas semelhanças com outros, mas pelas singularidades: determinada temática, determinada imagética, e uma certa toada, melódica e dissonante, tocante e irónica”.

“Escapando à homogeneidade um pouco fictícia das ‘gerações’, Ana Luísa Amaral não deixou de ser veementemente do seu tempo; diversificando os seus trabalhos, produziu uma incindível unidade”, considerou Marcelo Rebelo de Sousa.

“Para usarmos os versos de um dos seus poemas mais conhecidos, podemos dizer que o ‘excesso mais perfeito’ é aquele que abdica da soberba mas não da ambição”, acrescentou.

Lamentando “com grande pesar” a morte da escritora, o Presidente da República lembrou que, em abril, Ana Luísa Amaral foi condecorada com o grau de Comendador da Ordem de Sant’Iago da Espada e que a entrega das insígnias estava prevista para a abertura da Feira do Livro do Porto, no final deste mês, “onde seria, e será, homenageada”.

Marcelo Rebelo de Sousa destacou ainda a carreira universitária da escritora, na Universidade do Porto, e a intervenção cívica, com a tese sobre Dickinson, os ensaios sobre as “Novas Cartas Portuguesas”, o “Dicionário de Crítica Feminista”, bem como “o empenhamento em causas culturais, sociais e políticas”.

A poeta Ana Luísa Amaral, recentemente galardoada com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, morreu na sexta-feira, aos 66 anos, disse hoje a Universidade do Porto (UP).

Em comunicado, a UP avança que a poetisa “faleceu durante a noite de ontem [sexta-feira], dia 05 de agosto, vítima de doença prolongada”.

Nascida em Lisboa, em abril de 1956, a escritora e professora universitária Ana Luísa Amaral, tradutora de romancistas e poetas, vivia em Leça da Palmeira desde os 9 anos e recebeu múltiplas distinções ao longo da carreira, estando, entre as mais recentes, o Prémio Vergílio Ferreira, da Universidade de Évora, o galardão espanhol Leteo, da Direção de Ação e Promoção Cultural de Leão, e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, atribuído pelo Património Nacional de Espanha e a Universidade de Salamanca, que reconhece o contributo significativo de uma obra poética para o património cultural deste universo.

Doutorada em Literatura Norte-Americana pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde foi professora, Ana Luísa Amaral soma dezenas de títulos de poesia publicados, desde “Minha Senhora de Quê” (1990), além de já ter escrito teatro, ficção e vários livros para a infância.

O corpo de Ana Luísa Amaral estará em câmara ardente a partir das 17:00 de hoje, na Capela do Corpo Santo, em Leça da Palmeira.

O funeral realiza-se no domingo, às 11:15, no Tanatório de Matosinhos.

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