O Presidente da República, António José Seguro, mostrou-se hoje convicto que “muito se fará” daqui até à época de incêndios em matéria de prevenção, querendo acreditar que este período está a ser devidamente preparado.
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“Há, naturalmente, por parte dos portugueses, sobretudo em zonas de mais vulnerabilidade, essa insegurança. Essa é também uma das razões da presença do Presidente da República aqui, é dizer a estas pessoas estes territórios que não estão sozinhos, nem vão ficar sozinhos. Eu posso ir embora amanhã para Lisboa, para a vida normal, como Presidente da República, mas levo este território comigo e levo estas pessoas comigo”, disse Seguro aos jornalistas no final de uma visita ao quartel de Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Leiria.
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Ressalvando que não tem “poder executivo”, o Presidente da República enfatizou que tem “voz e convicções”, voz essa que quer “emprestar a estas pessoas, aos seus autarcas, aos empresários, às famílias”.
“E estou convencido que muito se fará daqui até lá”, disse, numa referência à época dos incêndios.
Questionado sobre se entende que esse período está a ser devidamente preparado, concretamente pelo Governo, Seguro foi muito sucinto: “eu quero acreditar que sim”.
“Tenho vindo a chamar a atenção, já há muitos meses, mesmo antes de ter sido eleito Presidente da República, para a necessidade da limpeza dos caminhos florestais e dos aceiros. Isso é determinante e é fundamental”, afirmou.
Interrogado sobre se não teme que a sua figura como Presidente da República possa ficar fragilizada caso esse período crítico corra mal, o chefe de Estado disse que as suas preocupações são “resolver os problemas”.
“As análises sobre o que surte ou não o efeito da Presidência Aberta, deixo-as para os senhores”, atirou.
O quarto dia da Presidência Aberta seguiu depois para uma empresa em Figueiró dos Vinhos, tendo a jornada terminado em Alvaiázere, onde deu um passeio pelo parque e depois teve um encontro com a população.
“Não resisto a fazer-vos um pequeno desafio: imaginem que não havia juntas de freguesia nem câmaras municipais. Como é que teria sido a reação a esta tempestade, a este comboio de tempestades, a esta catástrofe? E é precisamente nestes momentos que nós temos que perceber a importância do poder local, porque ele é a primeira ajuda”, elogiou.
Enaltecendo o poder local, Seguro referiu que muitas das coisas que são feitas não estão “sequer no âmbito das suas competências”, mas sim “no âmbito do seu coração”.
“Este é também um momento para refletirmos, para percebermos como os autarcas, muitos deles, que não recebem sequer um cêntimo pelo trabalho que desenvolvem, designadamente autarcas de freguesia, conseguem responder a tempo e horas para melhorar a aflição, para melhorar esta tragédia”, defendeu.
Durante a tarde, à chegada ao Memorial às Vítimas dos Incêndios de 2017, situado na Estrada Nacional 236-1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, o Presidente da República foi abordado por Xavier Viegas – que coordenou o estudo sobre os incêndios florestais de 15 de outubro de 2017 – que fez-lhe um convite para integrar a comissão de honra de uma conferência sobre incêndios no final do ano.
“Na próxima quinta-feira, de hoje a uma semana em Belém, uma reunião com especialistas, tanto para estudarmos medidas de prevenção e de ação relativamente a fenómenos atmosféricos severos, entre os quais também os incêndios. Portanto, eu vou pedir ao assessor para ficar com o seu contacto e teria muito gosto que estivesse presente”, disse Seguro, devolvendo com um convite. Está bem? Obrigado.
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