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Presidente da República diz que é obrigatório estar no concerto de solidariedade desta noite

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O Presidente da República disse que “é obrigatório estar” no concerto “Juntos por Todos”, que hoje decorre em solidariedade com as vítimas dos fogos florestais, considerando ser “um sinal de solidariedade de todos os portugueses”.

pedrógão

Acompanhado pelo Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, Marcelo Rebelo de Sousa chegou a pé ao Meo Arena, em Lisboa, onde hoje à noite 25 artistas atuam com o objetivo de angariar receitas para ajudar as populações afetadas pelo incêndio que deflagrou no passado dia 17 no concelho de Pedrógão Grande, no centro do país, provocando 64 mortos e mais de 200 feridos.

“É obrigatório estar aqui hoje. Por isso é que está aqui o senhor Presidente da Assembleia da República, estou eu e está o senhor ministro da Cultura em representação. É obrigatório porque é um sinal de solidariedade de todos os portugueses”, enfatizou.

Marcelo Rebelo de Sousa entrou depois na sala esgotada por 14 mil pessoas perante os aplausos dos presentes que viram o Presidente da República sentar-se na plateia.

Sérgio Godinho, Rui Veloso, Camané, Carlos do Carmo, Salvador Sobral, Luísa Sobral, AGIR, Ana Moura, Carminho, Pedro Abrunhosa, Gisela João, Amor Electro, Aurea, D.A.M.A, David Fonseca, Diogo Piçarra, Hélder Moutinho, João Gil, Jorge Palma, Luís Represas, Matias Damásio, Miguel Araújo, Paulo Gonzo, Raquel Tavares e Rita Redshoes, são alguns dos nomes que sobem hoje ao palco do Meo Arena.

A ideia do espetáculo partiu do promotor Vasco Sacramento, que no passado dia 18 anunciou na rede social Facebook a intenção de fazer um concerto solidário, sensibilizado com as vítimas do incêndio.

O evento é transmitido pela RTP, SIC, TVI e por  algumas rádios, sendo a receita entregue à União das Misericórdias Portuguesas.

Os incêndios que deflagraram na região Centro, há mais de uma semana, provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos, e só foram dados como extintos no sábado.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 75 mil campos de futebol.

A área destruída por estes incêndios – iniciados em Pedrógão Grande, no distrito de Leira, e em Góis, no distrito de Coimbra – corresponde a praticamente um terço da área ardida em Portugal em 2016, que totalizou 154.944 hectares, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna divulgado pelo Governo em março.

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