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Coimbra

Presidente da Câmara entrou em 2022 numa festa privada no Convento São Francisco?

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Carlos Cidade postou uma espécie de teaser no Facebook onde se pode ler: Nem quero acreditar!!!Festas privadas, pelos vistos privativas, no Convento S. Francisco???.

A publicação do antigo vice-presidente da autarquia gerou uma série de comentários e alguns telefonemas para a redação do Notícias de Coimbra. As perguntas e as respostas vão sempre dar ao mesmo: Dizem que o Presidente da Câmara e os vereadores da maioria estiveram com as famílias numa festa privada na noite de Réveillon no Convento São Francisco.

Recordamos que José Manuel Silva cancelou a festa de fim de ano, que até 2020 se realizou na Baixa da cidade, para, sem a presença de público, efetuar uma transmissão em direto do Convento São Francisco para as redes sociais do município, onde atuaram os Quinta do Bill e os DJs Pedro Carrilho e Rui Tomé. 

Com este formato a CMC disse que ia gastar 42.705,60€ (IVA já incluído), sendo que o montante previsto para o habitual “formato rua” seria de cerca de 180 mil euros. Afiançou que o dinheiro que não foi investido na festa de fim de ano será canalizado diretamente para os SMTUC.  

Notícias de Coimbra quis saber se é verdade ou mentira que o novo poder local tinha entrado em 2022 em modo presencial no espaço municipal e a autarquia liderada por José Manuel Silva teve a gentileza de responder:

“Naquele jeito maldizente e mal assumido de quem não sabe estar na política de forma educada, construtiva e frontal, comprometendo o Partido Socialista no pior que a política tem, o senhor vereador Carlos Cidade publicou no seu facebook pessoal uma “informação” indefinida com a seguinte pergunta: “Festas privadas, pelos vistos privativas, no Convento de São Francisco???”

Naturalmente, como é nossa obrigação, perguntámos formalmente e por escrito ao responsável do Convento se “desde a tomada de posse do novo executivo camarário, ocorreu algo no Convento de São Francisco que possa ser considerado como ‘festa privada ou privativa’, ou se faz alguma ideia daquilo a que o senhor vereador possa estar a referir-se”, enviando-lhe um print dessa publicação. Recebemos a sua pronta resposta, que aqui reproduzimos: “Não tenho conhecimento de que, até à data, tenha tido lugar no CSF qualquer “festa” que possa ser entendida como “privada ou privativa””.

Entretanto, a responsável da comunicação da Câmara recebe por sms uma pergunta do jornalista Fernando Moura a questionar se seria verdadeira a mensagem que recebeu de várias pessoas do PS a dizer que o senhor presidente com os vereadores e família tinham estado numa festa privada na noite de fim de ano no Convento.

Parecendo haver uma ligação entre estas duas circunstâncias, cumpre-nos responder à pergunta colocada pelo jornalista Fernando Moura com toda a transparência.

A resposta é muito simples: não, a mensagem recebida do PS não é verdadeira.

Acrescentado:

Todo o processo de organização das festas de fim de ano é conhecido.

Mantendo-se o fogo de artifício, a razão das festas terem sido canceladas e a componente musical ter sido restringida à transmissão em streaming dos Quinta do Bill e de dois DJ, com os concertos realizados à porta fechada, é sobejamente conhecida e justificada.

Para o Convento poder funcionar e fazer a transmissão, alguns dos seus funcionários estiveram obrigatoriamente presentes no local.

Entendeu o Presidente da Câmara, o vice-Presidente da Câmara e a vereadora Ana Bastos estarem solidariamente presentes no local até ao termo dos concertos.

A vereadora Ana Bastos foi acompanhada do marido e das suas duas filhas.

O Presidente da Câmara foi acompanhado pela sua companheira (com quem dançou um pouco ao som de um dos DJ) e filhos e por um casal amigo em cuja casa jantou e com quem passa o fim de ano há cerca de 20 anos.

O vice-Presidente da Câmara ausentou-se antes da meia-noite.

À meia-noite abriram-se garrafas de espumante e todos os presentes brindaram a 2022, artistas, trabalhadores, autarcas e família.

Satisfeita a curiosidade política provinciana do vereador Carlos Cidade, quiçá de mais algumas pessoas, e o interesse do jornalista Fernando Moura, parece-nos que este acontecimento não terá nenhuma relevância política para a cidade de Coimbra e que nada há que se pode nomear de “festa privada”.

As necessidades, os interesses, os projetos e a dignidade de Coimbra estão bem mais acima destas vãs tentativas de insinuação e calúnia por parte de um ex-vice-presidente da Câmara, do qual se esperaria um modo de estar mais próprio da tradição e probidade de Coimbra e um outro nível de preocupações.

Pela nossa parte, continuaremos a trabalhar tranquila e intensamente pelo desenvolvimento de Coimbra.”, conclui José Manuel Silva.

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