Política

Presidenciais: Jorge Pinto garante que candidatura vai até ao fim

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 dia atrás em 07-01-2026

O candidato presidencial Jorge Pinto assegurou hoje que a sua candidatura a Belém “vai até ao fim”, dada a falta de resposta da restante esquerda para um “pacto republicano” nestas eleições.

“Vou até ao fim e se ontem não fui suficientemente claro, se ontem não fui suficientemente bem interpretado, deixem-me sê-lo agora. Vou até ao fim e vou até ao fim porque Portugal precisa de quem, como eu, se comprometa a defender a Constituição num ano em que ela está a ser seriamente ameaçada”, disse Jorge Pinto aos jornalistas à entrada de uma reunião na Ordem dos Advogados, em Lisboa.

Jorge Pinto garantiu que esta decisão é definitiva e que, no debate desta terça-feira entre todos os candidatos, repetiu apenas o apelo deixado no arranque da sua candidatura, quando “disse, com todo o sentimento de responsabilidade que o momento histórico exige”, que as esquerdas iam a tempo de “acertar um pacto republicano e fazer compromissos entre todos”.

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“Ontem, quando eu referia essa proposta de dia 1 de novembro, foi novamente não respondida pelas outras candidaturas. E portanto, como eu disse desde então, não havendo essa resposta, é evidente que a minha candidatura vai até ao fim”, acrescentou.

Jorge Pinto disse que o “assunto está fechado” e que continuará em campanha com a “missão de defender a República quando ela está a ser ameaçada como nunca foi”.

Questionado sobre o que quis dizer quando afirmou que não seria por si que António José Seguro não seria Presidente da República, o candidato apoiado pelo Livre reiterou que se referia ao que foi dito em novembro, no dia em que apresentou a sua candidatura, sobre a necessidade de um pacto republicano entre as esquerdas.

“O apelo caiu em saco roto, eu ontem estava a fazer referência a isso. Não é certamente por mim que um outro candidato não passa, depois expliquei bem o que era o voto útil, já o expliquei aqui também, e portanto, se isso não ficou claro ontem, espero que hoje tenha ficado claro”, concluiu.

 O candidato presidencial afirmou na terça-feira que não será por si que António José Seguro não será Presidente da República, desafiando os restantes candidatos da esquerda a evitarem uma vitória da direita nas eleições deste mês.

“Não será por mim que António José Seguro não será Presidente da República”, afirmou o candidato apoiado pelo Livre no único debate com os 11 candidatos às eleições presidenciais transmitido pela RTP.

Jorge Pinto desafiou ainda os candidatos de esquerda a evitarem um cenário de vitória da direita que venha a permitir uma revisão da Constituição da República.

As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026. 

Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.

Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.

A campanha eleitoral decorre de 04 a 16 de janeiro.

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