O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo lamentou hoje que a pré-campanha para as eleições de janeiro esteja a ser pouco esclarecedora, apontando o exemplo dos debates que têm sido realizados nas várias televisões.
“Acho que é uma campanha pouco esclarecedora no que toca aos debates, pelo menos”, afirmou o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, após ter visitado o mercado de Natal do Campo Pequeno, em Lisboa.
Em declarações aos jornalistas, João Cotrim Figueiredo defendeu que a sua candidatura está “particularmente interessada em discutir o futuro” de Portugal, criticando o debate de sexta-feira entre André Ventura e Catarina Martins.
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No seu entendimento, este debate transmitido na TVI “teve de tudo, desde a mais abjeta falta de educação até berraria sem fim, sem nenhum interesse em discutir o futuro, nem sequer as funções do Presidente da República”.
“Quando se centra a maior parte dos debates não só no estilo de combate de boxe, como em temáticas que interessam pouco àquilo que são as funções presidenciais e os problemas reais dos portugueses, de facto não estamos a fazer uma campanha esclarecedora”, referiu.
João Cotrim Figueiredo defendeu ainda que se distingue dos candidatos nesta matéria, alegando que nos debates televisivos em que participará fará questão de “estar sempre a puxar o tema para as questões que dizem respeito ao futuro e às preocupações dos portugueses”.
Questionado sobre o Orçamento do Estado, aprovado no parlamento na quinta-feira, reiterou que é um documento “feito para não levantar grandes ondas, para passar sem grande discussão”, lamentando que não integre as reformas estruturais em “áreas que Portugal tanto precisa”.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.
Anunciaram, entre outros, as suas candidaturas António Filipe (com o apoio do PCP), António José Seguro (apoiado pelo PS), André Ventura (apoiado pelo Chega), Catarina Martins (apoiada pelo BE), Henrique Gouveia e Melo, João Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), Jorge Pinto (apoiado pelo Livre) e Luís Marques Mendes (com o apoio do PSD).
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