Coimbra

Prédio arrasado pela explosão volta a erguer-se em Coimbra

Notícias de Coimbra | 42 minutos atrás em 05-02-2026

Foi um estrondo que mudou vidas em segundos. O prédio número 77 da Rua Augusto Marques Bom, no Vale das Flores, em Coimbra, vive agora dias de reconstrução depois da violenta explosão, alegadamente provocada por gás, que abalou a estrutura no passado dia 27 de janeiro.

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A reabilitação arrancou esta quinta-feira, 5 de fevereiro, mas o cenário encontrado pelo Notícias de Coimbra continua a chocar. Apartamentos destruídos, paredes arrancadas, eletrodomésticos reduzidos a destroços — imagens que fazem lembrar um verdadeiro campo de batalha urbano.

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O edifício, com sete andares e três apartamentos por piso, sofreu danos severos, sobretudo no primeiro andar. Dois apartamentos ficaram totalmente destruídos e os restantes sofreram prejuízos avultados.

Fernando Alves, administrador da Edifício do Condomínio, empresa que gere o condomínio, não esconde a dimensão da tragédia: “Estamos a retirar tudo o que está podre, partido, estragado, para depois passarmos à fase de orçamentação e reabilitação.”

Segundo o responsável, os moradores têm autorização para entrar, acompanhados, para tentar recuperar bens pessoais.

“Permitimos às pessoas que viessem retirar aquilo que ainda fazia sentido guardar. O resto não serve mesmo para nada.”

A explosão provocou cinco feridos, incluindo um homem de 38 anos que ficou soterrado depois de uma parede cair sobre ele. Trata-se do proprietário do apartamento ao lado daquele que sofreu a explosão.

Estava a trabalhar sentada numa secretária, quando levou com a parede toda em cima. Segundo Fernando Alves, continua internando, mas “está a recuperar e vai recuperar. Ele é forte”.

Neste momento, o prédio permanece fechado. Não há eletricidade, água ou gás, por razões de segurança.

“Não pode haver serviços ligados. Estaríamos a correr riscos ainda maiores”, explicou o administrador.
Ao todo, 35 pessoas ficaram desalojadas, muitas delas acolhidas por familiares. Algumas tiveram mesmo de ser realojadas em hotéis.

“Sabemos que há famílias em situações muito difíceis. Há crianças, há pessoas com necessidades especiais. Estamos a trabalhar para que regressem o mais rápido possível.”

Nas redes sociais surgiram dúvidas sobre seguros e inspeções, mas a administração garante que tudo estava regularizado.

“O prédio tinha inspeção e tem seguro. Está tudo em ordem e as seguradoras estão a trabalhar connosco.”

Apesar de existir um plano de intervenção, não foi avançada qualquer data concreta para o regresso dos moradores.

“Temos um timing, mas não quero falar em datas. Se conseguirmos antecipar, será uma vitória.”