Luís Montenegro opôs-se à divulgação do número de matriz de meia centena de imóveis de que é proprietário (seis deles urbanos) e a Entidade para a Transparência aceitou a pretensão.
A notícia foi revelada, este domingo, pelo Correio da Manhã, cujo jornalista Eduardo Dâmaso opina tratar-se de “busca da mordaça”.
A lei prevê que o governante possa opor-se ao acesso público do número de matriz dos imóveis, mas, assinala o CM, por esta via, o primeiro-ministro impede o escrutínio a que devia ser sujeito o património de Montenegro.
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Director-geral editorial adjunto da sociedade Medialivre, Eduardo Dâmaso alega que “o padrão progride na opacidade” quanto a “documentos essenciais ao escrutínio público, jornalístico ou outro”.
“Que a Entidade para a Transparência (…) dê guarida à pretensão é um retrocesso inaceitável na ideia de defesa do interesse público”, acentua o jornalista.
Esta tarde, em Castelo de Vide, o líder do PSD aludiu ao caso como “um disparate”. Resta a dúvida se se referiu àquilo que lhe é imputado, embora a declaração não soe a “mea culpa”, ou a um hipotético percalço do CM, cuja edição de amanhã (segunda-feira) deverá fazer luz sobre o assunto.
Para mim, são intrigantes os frequentes esgares de riso amarelo de Luís Montenegro.
Achará o primeiro-ministro que nos toma (a todos) por parvos?
OPINIÃO | RUI AVELAR – JORNALISTA
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