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Portugal

Portugueses continuam a viver em pobreza energética

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Em 2021 a DECO prestou aconselhamento a cerca de mil consumidores sobre  serviços energéticos, nomeadamente acerca de faturas elevadas e dificuldades em  cumprir esses pagamentos, dúvidas relacionadas com contratos e mecanismos de  apoio aos consumidores, entre outros.  

Acreditamos que os confinamentos sucessivos e a subida de preço da energia são os principais  factores que motivaram, em grande medida, a procura dos serviços de apoio ao consumidor da  DECO. Foi precisamente para apoiar os consumidores a melhorar a eficiência energética das suas  casas que a DECO criou o Gabinete de Aconselhamento de Energia (GAE).  

Ao longo do ano, a DECO envidou esforços para que a questão da pobreza energética dos  portugueses fosse prioritária e se tomassem reais medidas para beneficiar a eficiência energética  das habitações em Portugal. Apesar das preocupações manifestadas, a Associação continua a  aguardar pelo cumprimento da promessa de aprovação e implementação da Estratégia a Longo  Prazo de Combate à Pobreza Energética.  

Já em Maio de 2021, e em conjunto com 7 outras organizações, a DECO apresentou várias  propostas de alteração a este documento, as quais deverão ser agora reforçadas. Entre elas  destacam-se:  Uma definição clara do conceito de pobreza energética, associando-o à dificuldade em manter a  habitação com um nível adequado de serviços energéticos essenciais e não somente ao rendimento  familiar; Uma intervenção prioritária no isolamento habitacional;  A definição de um Plano de Ação que concretize as medidas e respetiva calendarização; A aprovação de mecanismos que conjuguem financiamento público, privado e formatos  inovadores, envolvendo todos os interessados, independentemente da sua capacidade financeira. A aprovação de programas de incentivo dirigidos a um maior número de consumidores, uma  vez que os atuais apresentam limitações que excluem uma grande fatia da população;  A criação do Observatório Português da Pobreza Energética que permita a monitorização da  evolução deste flagelo no país.  

A DECO continuará a acompanhar esta temática que se revela de extrema importância para  o consumidor, garantindo que este terá o acompanhamento adequado a assumir um papel  de relevo nesta eminente transição energética. 

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