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Portugal e São Tomé e Príncipe alargam serviço de telemedicina à gastroenterologia

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Portugal e São Tomé e Príncipe vão alargar o serviço de telemedicina à área da gastroenterologia, com o lançamento da TeleGastro, uma solução tecnológica que permitirá a avaliação de doentes em tempo real nos dois países, foi hoje anunciado.

A iniciativa que integra o Programa Saúde para Todos, implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flôr e financiado pela cooperação portuguesa, através do instituto Camões, e pela Direção Geral da Saúde de Portugal, conta com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, da Fundação Champalimaud e da José de Mello Saúde.

“A TeleGastro passará a permitir a observação simultânea de pacientes por uma equipa são-tomense e por médicos especialistas da área de gastroenterologia, da Fundação Champalimaud, em Lisboa”, adiantou, em nota, o Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF).

A equipa em São Tomé e Príncipe integra a primeira médica especialista em gastroenterologia do país, que concluiu a sua formação, em Portugal, em novembro 2020.

A sessão de lançamento da TeleGastro está marcada para a próxima sexta-feira, em Portugal, a partir da sede do IMVF e, em São Tomé e Príncipe, desde o Hospital Dr. Ayres de Menezes.

De acordo com a mesma nota, o novo serviço tornará possível a realização de rastreios, diagnósticos e orientação terapêutica, “em tempo útil, com impacto na redução do número de evacuações médicas”.

A especialidade de gastroenterologia soma-se à plataforma de Telemedicina Mediagraf, criada em 2011, e que já integra as especialidades de cardiologia, imagiologia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

Também na mesma altura será inaugurada a nova Unidade de Imagiologia e Telemedicina do Hospital Dr. Ayres de Menezes, após a ampliação das instalações e do reforço com novos equipamentos e funcionalidades.

Iniciado em 1998 em São Tomé e Príncipe, o Programa Saúde para Todos é implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF)em parceria com o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe e financiado pela Cooperação Portuguesa, através do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, e pela Direção Geral da Saúde de Portugal.

A ser implementado por fases, com o objetivo de cobertura da totalidade do território de São Tomé e Príncipe, o programa tem um “enfoque inicial nos cuidados preventivos e primários, alargado progressivamente aos cuidados especializados, ao apoio via telemedicina e ao combate às doenças não transmissíveis”.

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