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Desporto

Portugal chegou finalmente ao título em 2016 nas ‘asas’ do nosso Éder

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As exibições deixaram muito a desejar, inclusive os resultados, o ‘melhor’ Cristiano Ronaldo nem apareceu, mas, no final, um pontapé do ‘improvável’ Éder deu, finalmente, a Portugal o primeiro título de campeão da Europa de futebol, em 2016.

Aos 109 minutos da final com a França, o avançado nascido em 22 de dezembro de 1987, em Bissau, que então contava 28 anos, encheu-se de moral e, bem fora da área, disparou de pé direito, fazendo a bola entrar junto do poste direito de Hugo Lloris.

Estava escrito, ‘poeticamente’ por um jogador sem qualquer ligação aos ‘grandes’, que jogou no Tourizense, Académica, Sporting de Braga, Swansea, Lille e Lokomotiv Moscovo, o golo mais importante dos quase 100 anos de história da seleção lusa.

Para trás ficavam inúmeras frustrações, o ‘quase’, os ‘ses’, como os vividos pela formação das ‘quinas’ no Mundial de 1966 e 2006 e nos Europeus de 1984, 2000 e 2012, com ‘quedas’ nas meias-finais, ou a mais ‘pesada’ das derrotas, sofrida em casa, em 2004, perante a Grécia (0-1), na final do ‘nosso’ Europeu.

O tento de Éder teve também o condão de ‘apagar’, ou mais precisamente de secundarizar, um percurso que esteve longe de ser brilhante da seleção lusa, quase sempre acompanhada da ‘estrelinha’ de campeã e que nunca foi capaz de encantar.

Para começar, Portugal foi parar a um Grupo F que parecia quase impossível não vencer, perante Islândia, Áustria e Hungria, mas a verdade é que a formação das ‘quinas’ não conseguiu uma única vitória, seguindo em frente com três empates.

O primeiro embate foi com a Islândia e acabou com um empate a um golo, com Nani a adiantar Portugal, que não soube segurar a vantagem, seguindo-se um ainda menos convincente ‘nulo’ perante a Áustria, num jogo em que Ronaldo falhou um penálti.

Com duas igualdades, a seleção lusa foi para a terceira jornada em perigo de ‘cair’ e, face à Hungria, que acabou por conquistar o agrupamento, esteve a perder por 1-0, 2-1 e 3-2, salvando-se com um golo de Nani e dois de Cristiano Ronaldo.

Quando acabou o seu jogo, Portugal estava ‘condenado’ à ‘chave da morte’, começando logo com um embate nos ‘oitavos’ face à Inglaterra, mas um golo que os islandeses nem precisavam, face à Áustria, aos 90+4 minutos, valeu a queda para o terceiro lugar do Grupo F e desviou a equipa lusa para o melhor caminho.

Os ‘oitavos’ foram com a Croácia (1-0) e o jogo só ficou resolvido aos 117 minutos, com um tento de Ricardo Quaresma, para, nos ‘quartos’, face à Polónia, tudo se decidir nos penáltis (5-3, após 1-1 nos 120 minutos), depois do ‘menino’ Renato Sanches ‘anular’ o tento madrugador de Robert Lewandowski.

As meias-finais trouxeram o País de Gales, em estreia numa fase tão avançada, e, finalmente, ao sexto jogo, Portugal logrou uma vitória nos 90 minutos, por claros 2-0, com tentos de ‘rajada’ de Cristiano Ronaldo e Nani (50 e 53 minutos).

O mais difícil ainda estava por fazer, na final, com a anfitriã França, e as coisas, aparentemente, complicaram-se bem cedo no encontro, com a lesão sofrida por Cristiano Ronaldo, que teve de ser substituído após carga dura de Dimitri Payet.

Portugal foi-se, porém, aguentando, mesmo sem se livrar de alguns grandes sustos, e, já no prolongamento, aos 109 minutos, Éder, que, se calhar, nunca teria entrado se Ronaldo não se tem lesionado, acabou por dar o título à seleção lusa, que, assim, ‘vingou’ os desaires das ‘meias’ de 1984, 2000 e 2006.

Para chegar a França, Portugal venceu o Grupo I, com sete vitórias, sob o comando de Fernando Santos, depois de uma estreia a perder com Paulo Bento, na receção à modesta Albânia, vencedora por 1-0 em Aveiro, em 07 de setembro de 2014.

A formação das ‘quinas’ terminou o agrupamento com 21 pontos, contra 14 da Albânia, 12 da Dinamarca, quatro da Sérvia e dois da Arménia.

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