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Pombal lança plano para recuperar após tempestade: “Queremos renascer e estar mais preparados”
Pombal apresentou, esta quinta-feira, 5 de março, o programa municipal de recuperação e transformação “Renascer e Avançar Pombal”, uma iniciativa que pretende ajudar o concelho a recuperar da devastadora tempestade Kristin e preparar o território para futuras crises.
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Durante a sessão, o presidente da Câmara Municipal de Pombal, Pedro Pimpão, explicou que o programa assenta num compromisso com a comunidade local e numa estratégia de longo prazo para reforçar a resiliência do território.
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“O compromisso é com a nossa comunidade. Sofremos muito com a tempestade Cristin e com os fenómenos climáticos que se seguiram”, afirmou o autarca.
Segundo Pedro Pimpão, os cidadãos esperam respostas concretas dos responsáveis políticos.
“Aquilo que as pessoas esperam de nós é que criemos condições para estarmos melhor preparados quando um fenómeno desta natureza voltar a acontecer”, sublinhou.
O programa municipal estrutura-se em três grandes eixos: avaliar, proteger e renascer.
Num primeiro momento, será feita uma avaliação detalhada da resposta do município e das entidades envolvidas na proteção civil durante a catástrofe.
“Temos de avaliar o que aconteceu e melhorar a nossa capacidade de resposta para situações futuras”, explicou o edil.
Outro dos objetivos passa por reforçar a proteção da população, com a criação de centros comunitários de emergência nas freguesias, equipados com geradores, reservas de água e meios de comunicação.
“Queremos garantir autonomia energética, refeições quentes e apoio à população em contextos de crise”, acrescentou.
A terceira vertente do plano aposta em projetos estruturais capazes de transformar o futuro do concelho.
“Este não é apenas um programa da Câmara Municipal, é um projeto de toda a comunidade de Pombal”, destacou o autarca.
A iniciativa pretende envolver empresas, instituições sociais, escolas e cidadãos na reconstrução e desenvolvimento do território.
Durante a sessão, o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, Jorge Vala, alertou para a dimensão dos prejuízos causados pela tempestade.
“Em pouco mais de duas horas perdemos cerca de 30% da riqueza regional”, afirmou.
De acordo com as estimativas apresentadas, o impacto direto da catástrofe poderá rondar os dois mil milhões de euros, afetando infraestruturas, empresas e habitações em vários concelhos da região.
“Ficámos todos mais pobres de um momento para o outro”, acrescentou o responsável.
Apesar da gravidade da situação, os responsáveis regionais garantem que a recuperação está em marcha.
“Nós vamos resolver isto. Pode demorar algum tempo, mas vamos conseguir ultrapassar este problema”, assegurou Jorge Vala.
O processo deverá decorrer em várias fases, desde medidas de emergência imediata até projetos de reconstrução e transformação que poderão prolongar-se por vários anos.
Entretanto, as autoridades reforçam a necessidade de colaboração entre instituições, empresas e cidadãos para garantir que Pombal consegue renascer mais forte após a tragédia.
Já o coordenador da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes, destacou a importância de olhar para o presente sem perder de vista o futuro do território.
“Estamos a tratar de um presente coletivo, o presente das pessoas, mas sem descurar aquilo que é o futuro próximo que pretendemos para este território”, afirmou.
Para o responsável, o processo de recuperação deve servir também para melhorar a capacidade de resposta a novas crises.
“Temos de aprender com tudo aquilo que aconteceu para mitigar impactos futuros e aproveitar este momento para pensar a competitividade e a sustentabilidade do território”, explicou.
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