Região

Pombal “em ruínas”. Quase todas as casas com danos após tempestade devastadora

Notícias de Coimbra com Lusa | 45 minutos atrás em 29-01-2026

Imagem: Pedro Pimpão/ Facebook

A quase totalidade das habitações do concelho de Pombal sofreu danos devido ao mau tempo, anunciou hoje a Câmara, que avisou que a reconstrução exige um esforço financeiro que ultrapassa a capacidade do município.

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“No que respeita ao edificado habitacional, os levantamentos preliminares apontam para danos generalizados em todo o concelho de Pombal, abrangendo as 17 freguesias que o compõem, numa área geográfica aproximada de 626 quilómetros quadrados, com uma incidência que se aproxima da totalidade das habitações, evidenciando a dimensão catastrófica do impacto registado”, referiu a Câmara num comunicado enviado à agência Lusa.

De acordo com este município do distrito de Leiria, “além dos prejuízos já identificados, verificam-se danos de dimensão incalculável, com especial incidência em unidades industriais estratégicas, que têm impacto em setores importantes na economia nacional”, considerando, por isso, “um problema do país inteiro”.

Para a Câmara, a interrupção ou limitação da atividade daquelas unidades “representa um risco sério para a continuidade de cadeias de produção e pode colocar em causa milhares de postos de trabalho, com impactos económicos e sociais que extravasam largamente o âmbito local e regional”.

No mesmo comunicado, a autarquia explicou que “tem, desde a primeira hora, equipas técnicas no terreno a fazer um levantamento exaustivo dos prejuízos e das necessidades”.

“Ainda assim, os levantamentos preliminares indicam que os danos registados em equipamentos e infraestruturas ascendem já a largas dezenas de milhões de euros, refletindo a gravidade da situação e a necessidade de uma resposta financeira robusta e imediata”.

As operações de resposta “encontram-se em curso, envolvendo meios de emergência, técnicos municipais e voluntários, que têm atuado de forma contínua no terreno”.

“Contudo, importa sublinhar que a fase subsequente, a da recuperação e reposição da normalidade, exigirá um esforço financeiro que ultrapassa largamente a capacidade dos municípios, das populações e do tecido empresarial afetados”.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.