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Polo da Universidade de Coimbra na Figueira da Foz oficializado em julho

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 anos atrás em 28-06-2022

O presidente da Câmara da Figueira da Foz revelou hoje que o município vai assinar com a Universidade de Coimbra (UC) o protocolo de instalação de um polo de ensino superior na cidade, na primeira quinzena de julho.

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Pedro Santana Lopes disse aos jornalistas, no final da reunião de Câmara extraordinária de hoje, que as aulas deverão iniciar-se entre “setembro e novembro”, na Quinta das Olaias, que vai servir de base logística.

“As cláusulas [com a UC] estão todas acordadas e estamos só à espera de que o reitor confirme a data [da assinatura do protocolo], que espero seja na primeira quinzena de julho”, adiantou.

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O autarca confirmou que o polo vai ministrar licenciaturas e pós-graduações e que o arranque deverá acontecer com dois cursos.

A 18 de maio, um dia depois de uma visita do reitor da UC, Santana Lopes disse que a base do polo de ensino superior “vai funcionar na Quinta das Olaias, mas não vai funcionar tudo naquele local, até porque não tem espaço”.

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Datado de 1840, o edifício da Quinta das Olaias foi adquirido pelo município da Figueira da Foz na primeira passagem de Santana Lopes pela presidência do município, no mandato 1997-2001, que funciona como Casa-Museu, com uma exposição permanente de João Reis.

Segundo Santana Lopes, o neto do pintor, que reside no Brasil, não mostrou reservas quanto à transferência do espólio exposto na Quinta das Olaias para o Museu Municipal, “o que é motivo de satisfação”, e destacou a importância da vinda de um polo da UC para a Figueira da Foz.

“Ouvi tanta coisa, que iria ser muito complicado, e foi exatamente o contrário, o que constitui um enorme passo em frente”, disse o presidente da Câmara, salientando que o neto de João Reis “apoia inteiramente a nossa posição e compreende a nossa opção”.

Na reunião de hoje, que durou menos de dois minutos, o município votou, por unanimidade, o aumento de 5% na transferência de verbas para as 14 freguesias do concelho, aumentando o valor total de 764 mil euros para 813 mil euros, que terá ainda de ser ratificado pela Assembleia Municipal da próxima quinta-feira.

O aumento de 5% nas verbas destina-se a suportar os aumentos com a manutenção dos espaços públicos e zonas verdes.

“Neste momento, não podemos cumprir as obras que estão previstas no Orçamento para as freguesias, porque cada empreitada quase duplicou”, sublinhou Santana Lopes, adiantando que o município está a “reformular tudo”.

O autarca queixou-se que “disparou tudo para níveis absolutamente inacreditáveis”.

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