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Politécnicos disponíveis para receber estudantes afegãs

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O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) manifestou já às entidades oficiais portuguesas disponibilidade para acolher estudantes afegãs, disse hoje à Lusa o presidente daquele órgão, considerando tratar-se de uma questão humanitária e de direitos humanos.

“Acompanhamos de uma forma muito concordante o apelo do Presidente Jorge Sampaio”, afirmou Pedro Dominguinhos quando questionado pela agência Lusa sobre a posição defendida pelo ex-Chefe de Estado para alargar a estudantes afegãs o programa de bolsas de estudo inicialmente criado para apoiar estudantes sírios.

O responsável pelo CCISP revelou que há 10 dias manifestou ao ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, e a outras entidades, nomeadamente a plataforma de apoio aos estudantes oriundos de zonas de conflito, a disponibilidade das instituições de ensino para acolher mais estudantes, face “ao problema humanitário e de direitos humanos que o Afeganistão está a viver”.

“Manifestamos todo o empenho neste acolhimento para que essas estudantes possam ter alguma esperança no seu futuro”, acrescentou o presidente do CCISP, remetendo o encaminhamento da questão para o foro diplomático.

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio anunciou que a Plataforma Global para os Estudantes Sírios, a que preside, está a preparar um reforço do programa de emergência de bolsas de estudo e oportunidades académicas para jovens afegãs.

Num artigo publicado hoje no jornal Público, Jorge Sampaio fez um apelo a todos os parceiros da Plataforma, às entidades oficiais, às instituições do ensino superior, centros de estudos e investigação, bem como empresas, fundações, outras organizações e particulares, para que colaborem mais, disponibilizem apoios, oportunidades académicas e profissionais, estágios e vagas para jovens do Afeganistão.

Depois da tomada da capital pelos talibã, a 15 de agosto, que pôs fim a uma presença militar estrangeira de 20 anos no Afeganistão, dos Estados Unidos e dos aliados na NATO, incluindo Portugal, milhares de pessoas têm tentado fugir do país.

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