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Região

Politécnico de Coimbra cria Escola da Floresta na Lousã 

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A Escola da Floresta do Politécnico de Coimbra (IPC) deu hoje, dia 13 de maio, um passo  decisivo com a assinatura do protocolo de colaboração com a Câmara Municipal da  Lousã, que teve lugar numa cerimónia pública neste Município.  

A Escola da Floresta é o novo polo de ensino superior do Politécnico de Coimbra na  Lousã. Tendo em conta o objetivo de descentralização da formação do IPC para um maior  número de municípios da região, a marca Escola da Floresta cumprirá essa missão na  Lousã. No seu seio nascerão cursos cuja responsabilidade científica e execução será do  IPC, em parceria com vários organismos e empresas e cuja matriz será a de formar “à  medida” profissionais de elevada competência e desempenho nas áreas que vierem a ser  determinadas. 

Na sua intervenção, o presidente do IPC, Jorge Conde, recordou o processo de quatro  anos e meio que decorreu desde o desafio inicial do presidente da Câmara da Lousã em  novembro de 2017, logo após os terríveis incêndios que assolaram a região nesse ano, aos  inúmeros contactos com responsáveis políticos e económicos para concretização desta  ideia, “mas apesar das muitas vontades e algumas sinergias, o tempo da pandemia  justificou outras prioridades e direções”. “Ironia das ironias, acaba por ser a pandemia,  através do PRR, a proporcionar meios para o arranque desta ideia”, referiu. O responsável  espera que em setembro deste ano o projeto dê “os primeiros passos na formação de  pessoas e no aumento de competência que o país precisa”. “No Politécnico de Coimbra  gostamos de fazer, gostamos de ser a instituição do território e gostamos de trabalhar fora  de portas. Esta é um dos projetos que, estou certo, garantirá essa nossa matriz e que será  um sucesso, com o trabalho e empenho de todos”, garantiu. 

O presidente da Câmara Municipal da Lousã, Luís Antunes, considerou as áreas da  floresta e do fogo como “determinantes e identitárias” da Lousã e realçou a importância  da criação de um centro de conhecimento no Município – reforçando a oferta formativa  no concelho, complementando a já existente – numa perspetiva de trabalho em  proximidade e em relação com os agentes no território. O autarca salientou que com a  Escola da Floresta se dava “expressão a um objetivo âncora da estratégia de  desenvolvimento integrado, a valorização do Capital Humano”. Luís Antunes referiu  ainda o contributo significativo para o reforço da dinâmica social e económica do  concelho, bem como para potenciar a atratividade e notoriedade do mesmo. O autarca  finalizou a sua intervenção referindo que “por tudo o que já foi dito, este momento marca,  também, a afirmação de um concelho com Ecos da Serra e Caminhos de Futuro”. 

O vice-presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Luís Paulo  Costa, considerou a criação da Escola da Floresta um facto que atesta “a importância para  a região e para o Município da proteção de um dos nossos bens mais valiosos, a  preservação da floresta”, apontando a Lousã como um local ideal para a criação de “um  hub para a floresta”. Referindo tratar-se de um bom exemplo de ciência aplicada e da  aproximação da academia ao território, o responsável espera que esta venha aumentar a  resistência do território aos incêndios rurais.   

O polo do IPC vai iniciar atividade em setembro deste ano, arrancando com cursos nos  domínios da floresta e do fogo, envolvendo a ESAC e o ISEC, nomeadamente, um Curso  Técnico de Ensino Superior (CTeSP) em Operações Florestais (duração de dois anos),  uma Pós-graduação em Análise de Incêndios (PNGIFR) (duração de um ano), uma Pós-graduação em Inovação em Gestão das Operações Florestais (duração de um semestre) e  12 cursos de Microcredenciações em Formação Autónoma em Análise de Incêndios.  

Os cursos propostos na área dos incêndios rurais, e previstos no âmbito do Plano Nacional  de Qualificação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, serão dinamizados no  âmbito dos Programas Impulso, coordenados pelo IPC, e contarão com a participação de  várias instituições de ensino superior, nomeadamente, a UTAD, a UL-ISA, o IPCB, a UA  e outras entidades como a Escola Nacional de Bombeiros, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, a AGIF – Agência de Gestão Integrada de Fogos Rurais, a Polícia  Judiciária e o ForestWise – Laboratório Colaborativo para Gestão Integrada da Floresta e  do Fogo, entre outros. 

Os cursos na área das operações florestais têm o envolvimento de duas unidades orgânicas  de ensino do IPC, a ESAC e o ISEC, contam com o apoio do ICNF (COTF) e com o  envolvimento das empresas NAVIGATOR, ALTRI, SONAE-ARAUCO, CENTRO  PINUS, REN, e-REDES, ANEFA e os seus associados. 

Numa segunda fase, está previsto o envolvimento da ESEC nas vertentes do turismo de  natureza e de montanha e será avaliada a participação de outras escolas e matérias. 

Esta é a primeira ação do Politécnico de Coimbra no âmbito do Programa Impulsos,  concebido com inúmeros agentes do território, nomeadamente câmaras municipais,  empresas e instituições do setor social. O programa vai entrar na fase de execução e terá  a coordenação do IPC, da CIM Região de Coimbra e do CEC – Câmara de Comércio e  Indústria do Centro.

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