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Policial disfarçado de peça com texto de Sandro William Junqueira estreia-se em Coimbra

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 meses atrás em 20-02-2024

Imagem: Cem Palcos

A companhia de Viseu Cem Palcos e o Teatro do Montemuro estreiam na quinta-feira, em Coimbra, “antiAquário”, um policial disfarçado de peça de teatro a partir de texto original do escritor Sandro William Junqueira.

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Uma espécie de aquário irá ocupar o palco do Teatro da Cerca de São Bernardo (TCSB), com a ação a decorrer dentro daquelas quatro paredes e os atores expostos perante um público que estará do lado de fora, a acompanhar a história, não se limitando a um papel de ‘voyeur’, sendo convocado a tomar decisões e posições perante as cinco personagens que observam, afirmaram as companhias que cocriaram o espetáculo, em conferência de imprensa que decorreu hoje em Coimbra.

Dentro dessa espécie de aquário, estarão dois sócios de uma loja de antiguidades, que se tentam manter à tona, tal como o negócio das suas vidas, numa peça em que vão surgindo temporais, ladrões e inspetores e onde se pergunta quem será o “culpado ou o mais triturado” pela história que se desenrola.

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A história, cujo texto é de Sandro William Junqueira, partiu de um desafio das companhias ao escritor, a partir de uma ideia de uma loja de antiguidades que definha ou que estará em risco de definhar e a necessidade de preservar a memória, explicou Eduardo Correia, do Teatro de Montemuro.

Para Filipa Fróis, da Cem Palcos, o espetáculo “antiAquário” é “um policial disfarçado de peça de teatro e vice-versa”, em que o público é convidado a imergir “com os atores e jogadores em cena”.

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Segundo a atriz, a peça vai para além da ideia de policial, por “convidar a refletir sobre o que acontece em cena, com esta sociedade de cansaço” em que se vive, numa história que não tem dois lados, “mas cinco”.

“O público é convidado a envolver-se na história e a tomar decisões. Os personagens estão muito expostos, muito frágeis, à vista do público. Neste espetáculo, a regra principal é a de cada personagem é convidado a defender-se e a explicar o porquê de tomar uma atitude”, disse Paulo Duarte, do Teatro de Montemuro, que partilha a encenação da peça com Graeme Pulleyn.

A peça estará em Coimbra entre quinta-feira e domingo, seguindo depois para Viseu, onde terá apresentações ao público entre 01 e 03 de março, na Incubadora do Centro Histórico, e posteriormente na sede do Teatro do Montemuro, no concelho de Castro Daire, com sessões para alunos entre 05 e 08 de março.

O espetáculo conta com coprodução do Teatro da Cerca de São Bernardo, espaço gerido pela companhia de Coimbra Escola da Noite.

Segundo Pedro Rodrigues, da Escola da Noite, a companhia de Coimbra teve um percurso “lado a lado e muitas vezes de mãos dadas” com o Teatro de Montemuro, sendo este o 20.º espetáculo que acolhe daquele grupo de Castro Daire.

Face à configuração cénica do espetáculo, haverá uma lotação limitada a 70 pessoas no TCSB.

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