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Vamos plantar árvores…mas só depois de chover

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A Associação Florestal da Beira Serra – CAULE aconselhou hoje os proprietários ou voluntários a não avançarem com qualquer iniciativa de plantação até que chova, face ao défice hídrico dos solos.

pinheiro

“Não aconselhamos, de momento e até chover, qualquer plantação”, afirmou a CAULE, num esclarecimento publicado nas redes sociais e no seu ‘site’, sublinhando que “os solos estão com um défice hídrico muito elevado e, como tal, a sobrevivência das pequenas plantas, sem rega, será extremamente difícil”.

A associação referiu que a grande maioria (mais de 90%) dos espaços florestais que arderam nos incêndios de 15 e 16 de outubro vão regenerar naturalmente e não vão precisar de plantações, considerando que a grande preocupação de um proprietário responsável deve ser “abater e vender rapidamente a madeira ardida”.

“O pior que pode acontecer à nossa região e às nossas florestas é ficarmos com milhões de árvores mortas em pé, a apodrecer durante mais de 10 anos, com todos os inconvenientes em termos paisagísticos, fitossanitários, gestão dos novos povoamentos e também económicos”, sublinhou a CAULE.

No entanto, alertou, o abate deve seguir determinados termos, de acordo com as diferentes espécies de árvores.

Para os pinheiros integralmente secos e mimosas, a associação aconselha ao abate e retirada destas plantas “com a maior brevidade”, sendo que os pinheiros com uma parte da copa verde devem ficar. Já os medronheiros devem ter um corte rente, para poderem rebentar de toiça.

Segundo a CAULE, o abate dos eucaliptos, face à sua capacidade de regenerar, pode esperar “mais algum tempo”.

Também nas folhosas, como carvalhos e castanheiros, deve-se esperar até à próxima primavera para identificar quais as plantas que rebentaram nos ramos.

Estas, explana a associação, devem ser podadas no inverno de 2019 e as restantes devem ser cortadas rentes para regenerarem de toiça.

Relativamente aos sobreiros, devido à sua resistência ao fogo, será expectável que tenham “taxas de sobrevivência mais elevadas”, acrescentou.

A entidade vinca ainda que os sobrantes provenientes do abate das árvores que não tenham valor comercial devem ser espalhados pelo terreno “de forma a serem uma barreira à erosão e também para, no caso dos pinheiros, promoverem a regeneração natural”.

“Compreendemos que as pessoas queiram rapidamente ver os nossos montes verdes, mas isso, infelizmente, não é possível de um dia para o outro. A floresta e a natureza têm o seu tempo e temos que ir por fases”, defendeu a CAULE.

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