Desde o início do ano que a Polícia Judiciária (PJ) já tinha identificado o paradeiro de Mariana Fonseca, a enfermeira entretanto detida e atualmente reclusa no Estabelecimento Prisional de Tires.
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Ainda assim, a detenção apenas viria a acontecer no início de março, quando a Interpol executou, em Jacarta, na Indonésia, o mandado de captura internacional emitido por Portugal em julho do ano passado, relata o Correio da Manhã.
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A ordem surgiu depois de Mariana Fonseca ter divulgado um vídeo onde afirmava abandonar o país por se considerar inocente e por não aceitar cumprir a pena de 23 anos de prisão a que foi condenada pela morte de Diogo Gonçalves, ocorrida em 2020, no Algarve.
Segundo o mesmo jornal, a localização da enfermeira foi possível após uma viagem familiar realizada na época do Natal. Elementos da família deslocaram-se da Europa para a Ásia, encontrando-se com Mariana na Tailândia, movimentos que foram acompanhados pelas autoridades portuguesas. O percurso do pai, com passagens por vários países europeus antes da viagem final, terá sido monitorizado pela PJ.
Quando a jovem seguiu da Tailândia para a Indonésia, desconhecia que a sua localização já era conhecida. A PJ partilhou dados e documentação com as autoridades indonésias, permitindo que a polícia local acompanhasse de perto o quotidiano da fugitiva. As autoridades sabiam onde residia, que não tinha emprego estável e que mantinha uma relação amorosa que assegurava o seu sustento.
Como Portugal e Indonésia não possuem acordo de extradição, foi preparado um processo alternativo: a deportação administrativa. A solução passou pela revogação do visto de trabalho de Mariana Fonseca, procedimento que demorou apenas alguns dias.
Assim, a contratação de duas advogadas na Indonésia para contestar uma eventual extradição acabou por não ter efeitos práticos, uma vez que esse cenário nunca chegou a ser formalmente considerado.
Mariana Fonseca regressou recentemente a Portugal e encontra-se novamente na prisão de Tires, estabelecimento onde já tinha estado detida durante cerca de um ano antes de ser absolvida em primeira instância.
Ainda segundo a mesma fonte, durante a permanência na Indonésia, Mariana Fonseca terá trabalhado ocasionalmente num café onde se encontrava a companheira, sem vínculo contratual permanente, desempenhando funções apenas para substituir trabalhadores em férias ou folgas. As autoridades suspeitam ainda de apoio financeiro proveniente da família.
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